Controle migratório tem falhas, diz advogada de barra brava

Debora Hambo também afirmou que nome do cliente talvez nem estivesse em lista de torcedores que o governo argentino enviou à polícia brasileira

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Bebote usou camisa do Flamengo no Mané Garrincha, mas foi pego 'no pulo'
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA/DIVULGAÇÃO
Bebote usou camisa do Flamengo no Mané Garrincha, mas foi pego 'no pulo'

Deportado no domingo (6), depois de ter sido identificado no estádio Mané Garrincha, em Brasília, o torcedor argentino Pablo Álvarez, conhecido como Bebote, havia entrado no Brasil pela fronteira com o Uruguai, disse a advogada Debora Hambo, que o defende.

Segundo Debora, ele ingressou pela fronteira entre a cidade de Rivera, no Uruguai, e Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul.

"Sabemos que os controles migratórios têm várias irregularidades. Pode ser que tenha falhado", afirmou.

A advogada também disse que talvez o nome dele não estivesse entre os dois mil que o governo argentino enviou à polícia brasileira.

Uma lista com os argentinos que já causaram problemas em estádios de futebol foi passada às autoridades brasileiras para que eles fossem impedidos de entrar no país. Muitos são parte de um tipo de torcedor conhecido como barra brava.

Álvarez conseguiu ir a pelo menos três jogos da seleção argentina na Copa: contra a Nigéria, contra a Suíça (foi disfarçado de torcedor suíço) e contra a Bélgica (dessa vez, fantasiado de flamenguista).

Já em Buenos Aires, depois de ter sido deportado, ele ainda agrediu um cinegrafista que fazia imagens de sua chegada ao aeroporto.

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