Argentina quer frear perigoso contra-ataque holandês

Para chegar à grande decisão da Copa, argentinos já possuem a cartilha para limitar ações de Robben, Van Persie e Sneijder; marcação promete ser implacável

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Promessa argentina é de marcação pegada contra a Holanda, na próxima quarta-feira
DOUGLAS MAGNO/O TEMPO
Promessa argentina é de marcação pegada contra a Holanda, na próxima quarta-feira

Para vencer uma semifinal de Copa do Mundo é preciso ter cautela e inteligência. Quando a bola rolar no Itaquerão, na próxima quarta-feira, às 17h, a seleção argentina terá a missão de interromper as perigosas investidas do trio Robben, Van Persie e Sneijder. Mais do que nunca, a frieza hermana nos momentos decisivos será colocada à prova.

“A Holanda é a equipe de melhor contra-ataque na competição. Correndo, eles são mais rápidos e mais fortes do que a gente. Será importante termos o controle da bola e mantermos um nível muito alto de atenção. Não podemos dar espaços”, afirma o volante Javier Mascherano.

O duelo com a Bélgica, no último sábado, em Brasília, foi um ensaio do que a Argentina prepara. “Não deixamos a Bélgica fazer o jogo dela. Cobrimos muito bem o meio-campo, e eles tiveram que ir pelas laterais. A nossa equipe foi muito compacta, sobretudo na hora que tivemos a posse de bola. Não nos apressamos em querer atacar. Mantivemos a posse de bola, e esperamos os momentos certos para tocar. Isto foi muito importante”, avalia.

“Se pudesse citar o que foi mais importante para conquistarmos aquela vitória, eu diria que foi a nossa inteligência. Jogamos com o coração, com a alma, mas não se alcança a vitória se não tivermos inteligência para jogar”, completa Mascherano.

Os alertas de Mascherano são mais do que necessários. Afinal de contas, se a missão for concluída com êxito na próxima quarta-feira, apenas uma vitória irá separar o sonho argentino da realidade mais doce.

“Sabemos que temos uma grande responsabilidade pela frente. A cada dia, aumenta a expectativa da população argentina sobre nós. Primeiro, nós precisamos passar da Holanda. Depois, o destino encarregará de decidir onde nossa história será finalizada”, conclui.