Quem tem voto pode ficar fora

iG Minas Gerais | Flávia Carneiro |

A história dos últimos pleitos mostra o quanto é importante ter um puxador de votos no partido. Candidatos que não seriam eleitos nem em pequenas Câmaras municipais acabam ocupando uma cadeira no Congresso Nacional.  

Na eleição para a Camara Federal, em 2010, o palhaço Tiririca (PR-SP) foi o candidato a deputado federal mais votado do país, com 1,35 milhão de votos, o que beneficiou os candidatos da sua coligação, formada por PR, PSB, PT, PR, PCdoB, PTdoB. O último eleito da coligação, Vanderlei Siraque (PT), e o penúltimo, Delegado Protógenes (PCdoB), obtiveram cerca de 90 mil votos cada um. Ficaram de fora nove candidatos da coligação formada por PSDB, DEM e PPS que tiveram mais votos do que eles.

No Rio, com a votação expressiva de Garotinho, 694.862 votos, a segunda maior do país, o PR fez sete deputados federais no Estado. O eleito menos votado do PR, Paulo Feijó, obteve 22.619 votos, menos do que 31 candidatos de outros partidos e coligações, que não conseguiram vaga. A boa votação de Chico Alencar (PSOL) fez o ex-BB Jean Wyllys (PSOL), que teve 13.018 votos, ser eleito. Outros 56 candidatos de outros partidos que tiveram votação maior que a de Willys ficaram de fora.

Manuela D’Ávila (PCdoB/RS), com 482.590 votos, mais a votação de Beto Albuquerque (PSB), com 200.476 votos, ajudou três outros candidatos. Alexandre Roso (PSB), o último eleito pela coligação, teve 28.236 votos. Já Luciana Genro (PSOL) ficou de fora mesmo com 129.501 votos, já que não atingiu o índice mínimo.

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