Investimentos estão também no setor técnico e básico

iG Minas Gerais | Dan Horch |

São Paulo. O investimento do setor privado na educação técnica, básica e fundamental também está crescendo. A empresa britânica Pearson comprou em dezembro do ano passado a Multi, uma rede de escolas de idiomas em uma negociação de mais de US$ 880 milhões (R$ 1.940 milhões) em dinheiro e em transferência de dívida.  

A Avenues, uma escola particular de Nova York cujos investidores incluem as empresas de fundos de investimento Liberty Partners e a LLR Partners, anunciou planos de abertura de campus em São Paulo e no Rio de Janeiro. Nos últimos cinco anos, fusões e aquisições expandiram ainda mais algumas das maiores redes, concentrando o poder nas mãos dos grupos comerciais gigantes. As dez maiores redes de faculdades no Brasil agora educam quase 35% dos alunos do país.

As duas maiores redes de instituições de ensino no Brasil – A Kroton Educacional e a Anhanguera Educacional – receberam do órgão antitruste (Cade) em maio a aprovação para o processo de fusão. Ambas as empresas negociam na Bolsa de Valores de São Paulo, e a fusão criará a maior instituição de ensino comercial de capital aberto do mundo, no valor de mais de US$ 8 milhões (R$ 17 milhões).

As universidades da empresa resultante terão mais de 1 milhão de alunos. Entre eles, Claudinei Mota, estudante de matemática na Uniban, parte do Grupo Anhanguera, que conseguiu um empréstimo do governo federal para ajudar a pagar a mensalidade de R$ 400 mensais. “Eu não conseguiria estudar sem o empréstimo”, contou. A dívida da faculdade de Mota ficará em cerca de R$ 16.200, com os juros, se ele levar nove anos para pagar o empréstimo. 

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