Pagamento com o celular é nova aposta

Maquininhas ganham versão ‘mobile’

iG Minas Gerais |

Cielo Mobile é uma das opções de pagamento no mercado brasileiro
Divulgação Cielo
Cielo Mobile é uma das opções de pagamento no mercado brasileiro

São Paulo. O celular é o novo aliado da indústria de cartões na guerra contra o papel moeda. Oito meses após a regulamentação do segmento de pagamento móvel, soluções que há pouco tempo eram promessas já estão funcionando no mercado. Os brasileiros podem, por exemplo, pegar táxi e comprar um café sem tirar a carteira do bolso, usando o celular como meio de pagamento.  

A estimativa da Visa é que essas novas tecnologias possam atrair para os meios eletrônicos cerca de US$ 53 bilhões em transações feitas sem cartão por profissionais liberais no país – e permitir a cobrança de tarifas sobre esse montante. O mercado financeiro aposta que as soluções de pagamento via celular são adequadas para pequenos empresários e profissionais autônomos, pois seu custo é menor do que o das maquininhas que estão no varejo.

Ao todo, existem 23 milhões de pequenas empresas e autônomos no país, segundo dados do Sebrae, e pelo menos 19 milhões deles não aceitam cartão.

LEGISLAÇÃO. Em novembro, a legislação brasileira regulou o uso de cartão pré-pago associado a um número de telefone e definiu que qualquer empresa que queira transacionar dinheiro via pagamento móvel precisa de autorização do Banco Central.

“A regulamentação foi o sinal para que a indústria pudesse investir pesado nessa tecnologia”, diz o vice-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Raul Monteiro.

Do lado de quem vende as soluções, empresas como Cielo, Ingenico e Verifone criaram versões “mobile” das maquininhas de cartão.

A Cielo vende a sua a R$ 11,90 ao mês – cerca de 90% menos que o aparelho tradicional. “O celular faz o papel da maquininha e abre um mercado novo para a Cielo, que é atender o pequeno vendedor que não aceita cartão”, diz o vice-presidente de produtos e negócios da Cielo, Dilson Ribeiro. A meta é que o e-commerce e os pagamentos móveis representem 20% do volume transacionado pela companhia até 2020. Hoje, R$ 450 bilhões são processados no sistema da empresa por ano.

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