Pequenas mudanças no cérebro podem gerar efeitos severos

iG Minas Gerais | Helene Stapinski |

Nova York. O doutor Grant Liu, neuroftalmologista pediátrico do Hospital Infantil da Filadélfia, nos Estados Unidos, disse que sua pesquisa sobre a síndrome mostra que até mesmo pequenas modificações no cérebro podem gerar efeitos dramáticos. Quando as áreas envolvidas na determinação do tamanho, formato e distância funcionam mal, “a experiência visual resultante pode ser extraordinária”.  

Recentemente, Liu examinou e entrevistou 48 pacientes, todos eles tiveram a síndrome quando crianças entre 1993 e 2013. Trinta e três por cento dos casos estavam ligados a algum tipo de infecção, 6% à enxaqueca e outros 6% a traumas na cabeça. Em cerca de metade dos casos, no entanto, nenhum motivo foi encontrado.

Um quarto dos pacientes sem histórico de enxaqueca terminou desenvolvendo o problema, Liu também constatou. Além disso, 40% ainda tinham sintomas. Liu disse que demorou até os familiares dos estudados admitirem sofrer da síndrome, o que o faz acreditar que ela talvez seja mais comum do que se pensa.

“Muitos familiares não abriram o jogo na primeira rodada. Eles estavam muito envergonhados. As pessoas querem ouvir que não são loucas”, disse.

Descobri que minha mãe teve a síndrome quando menina; seus sintomas eram tão severos que às vezes ela não conseguia andar. Minha irmã, que sofre com enxaqueca, vivenciou-a quando criança, bem como meu irmão, que se lembrou de tê-la durante um surto de mononucleose, por vezes chamada de “vírus Epstein-Barr”, outro gatilho conhecido da síndrome. 

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