Sem Neymar, maior perigo brasileiro é comissão técnica, diz jogador

Schweinsteiger considera Felipão e Parreira grandes adversários na partida de terça-feira

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

undefined

Para os oponentes do Brasil na semifinal da Copa, a seleção de Luiz Felipe Scolari tem jogado "no limite do que se considera legal" numa partida de futebol, com muita dureza, força física e jogadas ríspidas. As palavras foram usadas pelo auxiliar técnico da Alemanha, o ex-jogador Hansi Flick, e corroboradas pelo volante Schweinsteiger. "Normalmente, temos na cabeça uma imagem do Brasil como um time de 11 artistas praticando sua arte, mas o futebol aqui mudou, o time brasileiro aprendeu a brigar, são lutadores duros, e temos de estar preparados para isso", afirmou o craque alemão. Depois de mencionar a característica brasileira, durante entrevista coletiva neste domingo (6), Flick voltou a ser questionado sobre o que afirmara, e contemporizou. "O Brasil continua com um futebol de alto nível, mas às vezes, numa partida, há uma necessidade de uma jogada fisicamente mais forte, isso faz parte do jogo" Instado pela reportagem a analisar o time brasileiro após a perda de Neymar, Schweinsteiger lamentou a ausência do craque e elogiou o técnico Luiz Felipe Scolari e o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira, para ele os maiores adversários da Alemanha na terça. "É extremamente triste que Neymar não vá jogar. É sempre bom quando os melhores jogadores estão em campo, que é onde deveriam estar. Perdê-lo pode ser um fator especial para o Brasil, eles vão reunir forças e tirar desse fato o melhor para o time", declarou. "Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira são técnicos muito experientes, ambos vencedores de Copas. O campeão do Mundial será o que tiver a comissão técnica mais inteligente. Vocês têm a vantagem de jogar em casa, o que é um ponto forte, e jogadores talentosos, mas acho que o nosso maior opoente será a comissão técnica do Brasil", acrescentou Schweinsteiger. CASO DE AMOR Um dos jogadores mais carismáticos da seleção alemã - vestiu camisas de Bahia, Grêmio e Flamengo, caminhou pelas cidades onde seu time jogou, beijou a namorada em meio à torcida na Arena Pernambuco após a vitória sobre os EUA -, o volante do Bayern de Munique comentou seu caso de amor com o Brasil. "Mesmo depois de 30 dias aqui, mesmo durante a Copa, o clima continua fantástico. Tenho impressões da Bahia, de Porto Alegre, do Flamengo. A hospitalidade do povo é incrível. Você consegue sentir que futebol é o esporte número um, é como uma religião, e que as pessoas têm respeito e alegria pela vida, e a gente aprende com isso. Espero que continue assim mesmo jogando contra o Brasil." Questionado por um jornalista alemão que não tem falado com a imprensa do país durante a Copa, nem mesmo após as partidas, Schweinsteiger citou entrevista que deu à Folha de S.Paulo. "É só porque eu estava 100% concentrado em me recuperar [de lesões]. Dei entrevista para a Folha de São Paulo, não gosto de falar muito com a imprensa, prefiro falar internamente sobre as coisas do time", disse o jogador. Colega de Dante no Bayern de Munique, Schweinsteiger celebrou a possibilidade de o zagueiro brasileiro começar jogando, na vaga de Thiago Silva, suspenso. "Fico feliz que esteja cotado, porque ele merece jogar. É uma grande figura, um jogador forte, você nunca o vê triste. Ele tem a vantagem de nos conhecer muito bem [há seis jogadores do Bayern entre os titulares alemães, ás vezes sete], mas isso também vale para a gente, que o conhecemos." SEM DESFALQUES Flick afirmou que a Alemanha terá todos os seus 22 jogadores à disposição para enfrentar o Brasil - o zagueiro Mustafi, se machucou e está fora da Copa. Como de costume, a comissão técnica se negou a antecipar a escalação. É possível, mas não é certo, que Lahm seja mantido na lateral direita. No setor ofensivo, Klose, que começou contra a França, mas não foi bem, disputa posição com Schürrle e Götze. Os alemães fizeram na tarde deste domingo um treino fechado à imprensa. Um dos destaques dos tricampeões nesta Copa - autor de dois gols, entre eles um contra a França, que levou seu time à semifinal - , o zagueiro Hummels passou parte da manhã na praia em frente ao resort onde a seleção está hospedada, na vila de Santo André (BA), ao lado da namorada.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave