Cerca de 100 mil pessoas recebem Colômbia com festa em Bogotá

Apesar de eliminação, jogadores e comissão técnica são recebidos como heróis por boa campanha

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

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"Pekerman presidente", "Yepes, case comigo" e "James, menino prodígio" eram os cartazes pintados à mão por alguns dos cerca de 100 mil fãs que receberam a seleção colombiana em seu desembarque, ontem, em Bogotá. A festa amarela começou cedo. Desde às 6h, torcedores já se aglomeravam na base militar de Catam, nas avenidas de acesso ao centro da cidade e no parque Simon Bolívar, imenso espaço verde onde armou-se um palco e alguns telões para receber os fãs. As crianças divertiam-se com a tradicional celebração colombiana: atirar farinha de trigo e amido de milho nos passantes. A partir das 10h, um trio de animadores fazia agradecimentos ao time e levantava o coro da torcida. Quando os telões do parque mostraram os primeiros jogadores a deixar o avião da Avianca que pousou por volta das 8h30 da manhã, as pessoas saudaram um a um os integrantes do time. Assim que James Rodríguez surgiu, usando óculos escuros e olhando para baixo, um imenso coro, principalmente feminino, gritou seu nome. Outro dos mais celebrados pelas mulheres foi o capitão Yepes, que se despede da seleção por já ter completado 38 anos. O ônibus que trouxe os jogadores ao parque teve que viajar de modo muito mais lento do que o planejado, por conta do número de pessoas que tomaram as vias e as pontes. A 2 km por hora, levava no alto, a céu aberto, os 23 jogadores e o treinador. Cuadrado era o mais animado, organizando a coreografia que celebrizaram durante a comemoração dos gols na Copa. Todos recebiam camisetas, que autografavam e devolviam ao público. Nas janelas e terraços dos prédios localizados nas avenidas, moradores agitavam bandeiras e tocavam cornetas. "Foi nossa participação mais histórica. Eu agora terei algo para contar a meus netos. Estivemos vivendo um sonho nas últimas semanas", dizia Carmen, que trouxe os dois filhos adolescentes ao parque. Desde os dias anteriores, a polícia, a mídia e a prefeitura pediram moderação aos torcedores no consumo de álcool e atenção com as crianças. Durante as celebrações por vitórias anteriores da seleção, o número de mortos e brigas foi altíssimo: nove pessoas na estreia do time, oito no dia da classificação às quartas de final e dez depois do jogo com o Brasil. As cifras parecem alarmar apenas os correspondentes estrangeiros, pois a notícia sai com muito pouco destaque nos meios. Segundo o jornalista Maurício Silva, autor de livros sobre a seleção colombiana, a tradição da celebração violenta vem dos anos 90. "As festas terminam com a mistura maldita de álcool e brigas localizadas que culminam em mortes", explica. Nas outras cidades grandes do país, também houve festa, principalmente em Barranquilla, na costa, e em Medellín, cidades em que o futebol é ainda mais popular do que na capital. O presidente Juan Manuel Santos pediu à federação colombiana de futebol que confirme a continuação no cargo do técnico argentino José Néstor Pekerman.

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