Fabricante torce por retomada

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

Família. José Paixão já fez mais de cem viagens com filhos e netos
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Família. José Paixão já fez mais de cem viagens com filhos e netos

Belo Horizonte já teve grande expressão no negócio de veículos de recreação, diz o diretor da Hometur, Wiliam Maia. Ele conta que já chegou a fabricar 20 veículos por ano, mas hoje produz apenas três.  

“De 1975 a 1990 era moda, e todo mundo queria ter um motor-home. Mas hoje isso está mais morno por causa da insegurança e da diminuição das áreas de camping”, explica o empresário. Com a mudança no mercado, ele precisou diversificar a produção. Veículos maiores deram lugar a modelos menores, que facilitam o deslocamento e são mais fáceis de estacionar.

Segundo o empresário, o custo de um veículo novo hoje fica em torno de R$ 200 mil a R$ 1 milhão, dependendo do tamanho do carro e dos opcionais. Porém, ele afirma que é possível encontrar um motorhome usado e em boas condições por cerca de R$ 120 mil.

O diretor da Hometur espera que o estímulo provocado pelos estrangeiros que vieram para o Mundial volte a aquecer o mercado. “Os brasileiros estão vendo que não saiu de moda, e isso pode estimular uma demanda por veículos, uma coisa vai puxando a outra”, espera Wiliam.

Segundo o empresário, para entrar nessa vida, tem que ter o espírito de aventura. “Motor-home é companheirismo, confraternização. É importante gostar de conversar, ser agradável, jamais antipático. É uma maravilha você estar viajando com a extensão da sua casa e poder tomar banho onde quiser”, diz Maia.

O representante comercial José Pristozschek Paixão, 71, garante ter esse espírito aventureiro. Ele se tornou um “motorhomero” em 1988, quando adquiriu seu primeiro veículo. Desde então, foram três carros e mais de cem viagens com filhos e netos. “A vontade veio do gosto de acampar em barracas. Depois, pela evolução natural, resolvi aderir ao motor-home, que me dá mais liberdade e flexibilidade”, conta.

Com a experiência de quem já percorreu países como Uruguai, Paraguai, Argentina, Bolívia e grande parte do Brasil, Paixão enumera as vantagens de uma casa sobre rodas. Uma delas é custo, embora as viagens não fiquem baratas. Outra vantagem listada por ele é a liberdade de não depender de um restaurante de beirada de estrada “para tomar um café”. “Mas a grande vantagem do motor-home é a convivência. Para dividir um espaço de 30 m² é preciso ter um relacionamento muito bom”, afirma. 

Onde ficar em BH

Lagoa do Nado: gratuito, tem capacidade para 90 veículos.  Parque Ecológico da Pampulha: gratuito, com capacidade para 120 veículos pequenos ou 50 motor-homes.  Megaspace: capacidade para até mil motor-homes. Por quatro dias foi cobrado R$ 90 por pessoa; três dias, R$ 60; e dois dias, R$ 30. (Santa Luzia) Associação Atlética Bemge: capacidade de até 35 carros. Valor: R$ 100 por dia mais R$ 30 por pessoa.

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