Apenas 10% das start-ups conseguem vingar no mercado

Empreendedores pecam em não perceber se o produto novo tem mercado consumidor

iG Minas Gerais | Thaís Pimentel |

Sucesso. Samuel Vignoli e Gabriel Fernandes criaram site que é bem aceito por amantes da música
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Sucesso. Samuel Vignoli e Gabriel Fernandes criaram site que é bem aceito por amantes da música

Gabriel Fernandes e Samuel Vignoli criaram sua primeira empresa aos 15 anos de idade, em 1996. Trata-se do site Cifras Club, que ajuda, via web, o usuário a tocar suas músicas favoritas nos mais variados instrumentos musicais. Em 2002, Samuel perdeu o emprego em uma empresa de publicidade e decidiu se dedicar ao projeto com exclusividade. Hoje, os sócios são donos do Studio Sol, empresa que tem 60 funcionários, detém oito sites especializados em música e que deve faturar R$ 15 milhões em 2015, alcançando 60 milhões de usuários. “Acho que o segredo é acreditar no produto, fazer o que ama e não pensar apenas no retorno financeiro”, enumera Samuel.  

O negócio, antes um jovem empreendimento em tecnologia, a chamada start-up, se tornou uma empresa reconhecida no mercado. Mas casos como esse não são tão frequentes. “Apenas uma em cada dez ideias vai pra frente”, segundo Giuliano Bittencourt, um dos idealizadores da Start-ups and Entrepreneurship Ecosystem Development (Seed), iniciativa que ajuda esses empreendimentos a conquistarem seu espaço.

Mas por que a mortalidade é tão grande nesse ramo? “A ideia não vale nada. O que vale é a execução dela”, defende Bittencourt. Segundo ele, a maioria não se preocupa se o produto tem mercado ou se há clientes para consumi-lo.

“Aquela história de que basta ser criativo que o dinheiro entrará com velocidade não acontece no mundo real. É preciso investimento e muita transpiração”, conta o especialista.

Nicho. “Tem que saber canalizar a energia. A primeira coisa é validar o projeto o mais rápido possível. Tem que experimentá-lo no mercado”, é o que aconselha o criador do Ezlike, Daniel Coquieri. Ele mesmo encontrou um nicho no mercado, ao criar um algoritmo que acompanha a eficiência de anúncios publicados no Facebook. “A Ezlike foi a primeira empresa da América Latina a obter um selo de aprovação da rede social”, comemora.

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