Em meio a drama, uma dúvida cruel para Felipão

iG Minas Gerais | Victor Martins |

Opção.Willian no lugar de Neymar seria escolha ofensiva
Alexandre Loureiro/VIPCOMM - 2.6.2014
Opção.Willian no lugar de Neymar seria escolha ofensiva

Na Copa do Mundo do Chile, em 1962, a seleção brasileira viveu situação parecida. Na verdade foi bem pior, já que logo na segunda partida do Mundial perdeu o seu camisa 10. Pelé sofreu um estiramento que o tirou da competição. Assim, o técnico Aymoré Moreira promoveu a entrada de Amarildo em uma seleção que contava com a maestria de Garrincha.

A substituição se mostrou acertada e o jogador, apelidado de “Possesso”, terminou a competição com três gols marcados: dois sobre a Espanha, pela fase de grupos, e um na vitória por 3 a 1 sobre a Tchecoslováquia, na grande decisão da Copa. Passados 52 anos, o Brasil perdeu seu camisa 10 mais uma vez. Neymar está fora da Copa do Mundo e vai caber ao técnico Luiz Felipe Scolari acertar na escolha do substituto, ou “Possesso, versão 2014”.

Alternativas. Entre os reservas da atual seleção brasileira, alguns jogadores aparecem como os principais candidatos ao posto. O meia-atacante Bernard é natural de Belo Horizonte, local da partida desta terça-feira, e pode ser o escolhido por Felipão. Entre todas as opções à disposição do treinador, é o ex-jogador do Atlético que mais se assemelha no estilo de jogo, claro que sem o poder de decisão que tem Neymar. Considerando a semelhança com o segundo título do Brasil no Mundial, Bernard tem uma boa coincidência a seu lado. O mineiro usa a camisa 20, mesmo número que era usado por Amarildo na disputa que aconteceu no Chile.

Bernard foi usado por Felipão nas duas primeiras partidas da Copa do Mundo. Somados os jogos com Croácia e México, o camisa 20 tem 66 minutos jogados na Copa do Mundo, mas sem qualquer tipo de brilho. Outra opção mais ofensiva do treinador seria a escolha do meia Willian. O jogador do Chelsea tem ainda menos minutos em campo do que Bernard. Willian entrou no decorrer das partidas contra Camarões e Chile, num total de 33 minutos no gramado. Além de mais tempo em campo, Bernard tem outra vantagem sobre os concorrentes. O jovem meia é um dos favoritos de Felipão, que no ano passado descreveu o então atleticano como um jogador “com alegria nas pernas”. Na Copa das Confederações do ano passado, Bernard entrou contra o Uruguai, na partida semifinal. Com “alegria nas pernas”, ele contagiou Felipão e os companheiros que, naquele momento, eram pressionados pelos uruguaios. No fim, melhor para o Brasil, que venceu por 2 a 1 e chegou a final do torneio.

Volante extra. Sem Neymar, vai caber ao grupo mostrar a força do futebol brasileiro. “Agora vamos olhar para o grupo, que tem muita qualidade”, resumiu o atacante Fred, que perdeu o companheiro de ataque e pode jogar isolado lá na frente. Isso pode acontecer se a escolha de Felipão for por algum volante no lugar de Neymar. Ramires e Hernanes são duas das opções do treinador, além do próprio Paulinho, que foi titular diante da Colômbia devido a suspensão de Luiz Gustavo. Dessa maneira, a seleção brasileira teria um novo esquema de jogo.

Ramires e Hernanes já foram usados por Felipão durante o Mundial. Mais experiente, o ex-cruzeirense está na sua segunda Copa do Mundo. Na atual edição do torneio ele entrou em todas as partidas. São 130 minutos no total. Bem mais do que Hernanes, que jogou contra a Croácia e a Colômbia, mas com apenas 31 minutos em ação.

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