As novas balzaquianas

Se os 50 são os novos 30, descubra o que estão querendo essas novas (e lindas) cinquentonas

iG Minas Gerais | Deborah Couto |

Cabeça do time de supermodels dos anos 90, Cindy Crawford continua lindíssima quase 30 anos depois, aos 49. Prestes a lançar um livro, ela pretende dividir sua experiência de vida e de carreira
VALERY HACHE
Cabeça do time de supermodels dos anos 90, Cindy Crawford continua lindíssima quase 30 anos depois, aos 49. Prestes a lançar um livro, ela pretende dividir sua experiência de vida e de carreira

Já que a moda vive um revival dos anos 90, nada mais justo que relembrar também as musas daquela década. Acontece que as mulheres que despertavam os sonhos masculinos e a admiração das meninas naqueles tempos já estão na casa dos (pasmem!) 50. E – adivinhem! – continuam lindas! A top e líder do pioneiro dream team de supermodelos, Cindy Crawford, está prestes a completar meio século de vida e já anuncia: vai lançar livro. “Não vai ser apenas um álbum com imagens, embora sim, haverá muitas. Não é uma biografia, é uma espécie de híbrido. Vai sair no outono (do hemisfério norte) do ano que vem, antes do meu aniversário de 50 anos. É uma forma de celebrar a data ao invés de lamentar o fato”, revelou a maravilhosa ao site WWD, muito mais cheia de curvas e sabedoria que naquela época. W

Julia Lemmertz é outra que arrasa há décadas na TV. Estreou adolescente nas novelas e está cada dia mais bonita, aos 51, vivendo a última das Helenas de Manoel Carlos na novela “Em Família”, da TV Globo. É o auge de sua carreira. Julia já declarou nunca ter feito plásticas e não querer parecer ter outra idade. O que essas mulheres têm em comum? Além da idade, uma vontade de viver maior que as das gerações anteriores. Certamente, não se sentem “velhas”, no mau sentido.

Valorizando a maturidade

“Uma mulher de 50 é mais feliz quando não aceita as classificações e os estigmas sociais e faz da própria vida uma permanente invenção. Quando gosta de seu corpo com suas imperfeições e mudanças. Quando não se paralisa ou quer imitar modelos de corpo, comportamento e desejos dos mais jovens. Quando não tem preconceitos ou modelos muito rígidos de ser homem e ser mulher, ser velho e ser jovem”, disse a doutora em Antropologia Social Miriam Goldenberg à revista Época. Seria esse o segredo?

“Os 50 anos são um momento para a reflexão” acredita a psicóloga e mestre em filosofia, especialista em mulheres do Conselho Regional de Psicologia, Marisa Sanabria. “As mulheres passaram gerações acreditando que não era permitido cuidar de si e se aceitar da maneira como são. Suas transformações, tanto físicas como emocionais, sempre foram ‘medicalizadas’. Temos uma mídia que nos fala que devemos ficar congeladas nos 22 anos. Ser lindas para sempre. Tem também a questão da menopausa, que nos faz acreditar que perdemos nossa função no mundo, que é a sexualidade e a procriação”, diz Marisa. Só que esses preceitos vão aos poucos caindo por terra. “Devemos aprender a reconquistar a liberdade que a maturidade nos dá. A dizer não. Fazer 50 anos é como uma ponte: é importante termos a lucidez de que o outro lado é muito bom também. Podemos recuperar amizades, cuidar da saúde, viajar...”, acredita.

Valorizar as conquistas já feitas e a experiência faz com que uma mulher se sinta melhor. Afinal, aos 50 ela é muito mais interessante que aos 20. E, muito mais do que a aparência, é esse o foco da vida.

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