Ponto de equilíbrio

Apresentadora reforça que humor e música são dois aspectos que funcionaram bem na atração matinal

iG Minas Gerais | luana borges |

Postura. Fátima Bernardes conta que seu comportamento no “JN” era mais sério porque o jornalismo exige tal postura
JORGE RODRIGUES JORGE /CZN
Postura. Fátima Bernardes conta que seu comportamento no “JN” era mais sério porque o jornalismo exige tal postura
A voz suave de Fátima Bernardes reforça sua simpatia e tranquilidade. Mas é a segurança com que conduz a carreira que mais chama a atenção na apresentadora de 51 anos. Há dois anos no comando do “Encontro com Fátima Bernardes”, completados no último dia 25 de junho, ela está exatamente onde queria. Depois do período de adaptação, com mudanças nos cenários e na própria dinâmica do programa, Fátima conseguiu se firmar no horário matutino. Durante esse período, ela nunca ficou insegura em relação à decisão de sair da bancada do “Jornal Nacional”, onde estava há quase 14 anos, para se aventurar em um projeto de resultado incerto. Mas hoje admite estar muito mais à vontade na frente do programa que idealizou. “Queria muito fazer o que estou fazendo. Agora, é como se eu já dominasse um pouco mais a receita. A gente só não pode ficar muito confiante porque senão desanda”, pondera, em tom humorado. Desde que estreou, o “Encontro com Fátima Bernardes” sofreu algumas mudanças. No início, o cenário era mais simples e menor. Com o passar do tempo, foi ganhando novos elementos e ficou com cara de casa elegante. A parte musical só passou a fazer parte do produção alguns meses depois, o que possibilitou uma dinâmica mais interessante. Fátima também percebeu mudanças em si própria no que diz respeito à condução do programa. “Acho que o que mais mudou foi minha capacidade de lidar com as seis câmeras, sabendo para onde vou ter de olhar. Além disso, hoje tenho mais tranquilidade para administrar o tempo e para me movimentar no espaço”, avalia.  

No último dia 25 de junho, o “Encontro com Fátima Bernardes” completou dois anos no ar. Como avalia a trajetória do programa até agora? Faço um balanço muito positivo. O programa foi evoluindo sem perder o que eu tinha imaginado de início, que era essa essência de misturar famosos e anônimos em uma produção que tivesse uma boa conversa, humor e música. Isso está preservado. Mas hoje a gente tem muito mais o domínio, a noção exata de quando é para temperar um pouco mais no humor ou na conversa. Sabemos como são importantes as histórias dos anônimos e que quem está em casa gosta de ouvi-las. Está mais tranquilo fazer. Por outro lado, já começamos a pensar no que fazer para ir sempre renovando. Um programa diário tem de se renovar.

Na sua opinião, o que deu certo no programa e que pontos ainda precisam ser ajustados? Acho que deu muito certo o humor, o fato de ter música e quando a gente traz uma boa história. O que precisa ser ajustado, muitas vezes, é conseguirmos botar as pessoas que queremos no momento em que queremos também. Mas isso é muito difícil por causa das agendas. A vinda do ator está muito vinculada ao que a gente vai discutir. Às vezes, tem um ator que caberia muito bem, mas, obviamente, ele está trabalhando e não conseguimos. Mas, quando esse casamento é bem feito, é maravilhoso. À frente do “Jornal Nacional”, você mantinha uma postura mais séria, bem diferente da que apresenta no “Encontro”. Houve alguma preocupação em fazer essa transição de imagem para o público? Não. O jornal era mais sério porque o noticiário exige. Mas, quando eu cobria a Copa, por exemplo, já era um comportamento completamente diferente. Assim como quando eu cobria Carnaval ou fazia uma reportagem de comportamento. Tem uma adaptação. O que acho que mudou muito mais foi a dinâmica do programa, já que eu opino mais. É claro que há uma mudança e acho que foi bom porque ela foi paulatina. A gente criou o programa e ainda não tinha acertado como a música entraria. Depois que entrou, a coisa foi mudando porque é difícil você ouvir uma música e não dar uma balançadinha. Se todo mundo levantou, você não vai ficar sentada. Fica até antipático. Aquilo foi permitindo que eu encontrasse uma outra forma de me movimentar no próprio cenário.

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