Fora da ordem

De volta à televisão aberta em “O Rebu”, novo remake da Globo, Maria Flor evidencia sua liberdade artística

iG Minas Gerais | geraldo bessa |

Reencontro. Voltar a trabalhar com o diretor de núcleo José Luiz Villamarim era um anseio profissional de Maria Flor
Isabel Almeida/czn
Reencontro. Voltar a trabalhar com o diretor de núcleo José Luiz Villamarim era um anseio profissional de Maria Flor

É o jeito maluquinho que salva Maria Flor. Pois seus traços joviais e seu jeito delicado poderiam facilmente limitá-la ao posto de mocinha. Convites não faltaram. Ela, inclusive, tem uma protagonista bem chorosa no currículo, a Nina de “Eterna Magia”, de 2007. Como ir além do óbvio sempre foi uma prioridade sua, Maria recusou as novelas e se jogou nos mais diferentes projetos. Nos últimos sete anos, passou pela libertária protagonista da série “Aline”, investiu em um cinema mais cerebral e descobriu sua porção produtora e diretora de séries para a TV paga, como “Do Amor” e “Só Garotas”, ambos do Multishow. Respeitando essa lógica mais experimental e curiosa de sua personalidade, a volta ao universo da telenovela também não poderia ser menos ousada. A partir do 14 de julho, Maria poderá ser vista como a psicóloga Camila de “O Rebu”, novo remake das 23h. “Sou fã de boas histórias e de diretores que gostam de criar. Essa novela é pautada por essas duas características. Uma produção mais cuidadosa, de quase 40 capítulos, com uma trama que se passa em apenas 24 horas”, resume.

A trama foi escrita originalmente por Bráulio Pedroso e atualizada por George Moura e Sergio Goldenberg. Nela, Camila é uma das convidadas da festa da poderosa Ângela, de Patrícia Pillar. Como todos os outros participantes do evento, ela pode ser a responsável pela misteriosa morte ocorrida durante a noite. A personagem ainda conta com dilemas próprios, ao ter de lidar com a esquizofrenia do marido, Osvaldo, de Julio Andrade, e faz de tudo para esconder o caso extraconjugal que mantém com o oportunista Kiko, de Pablo Sanábio. “É uma mulher machucada pela vida e essa dor é exposta durante muitas cenas. Mas, nessa novela, nada é o que parece”, despista.

Logo que soube que “O Rebu” entraria em produção, a atriz carioca de 30 anos não se fez de rogada e pediu para fazer um teste. “É engraçado falar que fiz teste. As pessoas acham que só porque já fui protagonista eu não preciso ser testada ou que isso é vergonhoso. Não vejo nada demais, não tenho essa vaidade”, garante. Um ponto importante durante esse processo foi reencontrar o hoje diretor de núcleo José Luiz Villamarim, que a dirigiu em “Cabocla”, de 2004, e foi responsável por sucessos recentes como “O Canto da Sereia” e “Amores Roubados”. “São produções que oxigenam a TV aberta. Por causa desses trabalhos, eu fiquei com muita vontade de voltar a trabalhar com ele”, assume.

Aprovada no teste e concentrada na composição de Camila, Maria e a equipe de caracterização da trama resolveram que a personagem deveria ter um cabelo mais longo. Sendo assim, a atriz passou algumas horas alongando as madeixas com o cabeleireiro Flávio Priscot, no Rio de Janeiro. “Faz tempo que eu uso cabelo na altura do ombro. Acho que fiquei mais mulher”, valoriza.

Perfil Nome completo:

Maria Flor Leite Calaça

Data de nascimento:

31 de agosto de 1983

Local de nascimento:

Rio de Janeiro (RJ)

Signo: Virgem

Últimos papéis na TV:

Marina Villas Bôas de “Xingu” (2012), Violeta Paraguaçu de “O Bem Amado” (2011), Kátia de “Som & Fúria” (2009), Marina Rosa de “Eterna Magia” (2007), Taís Junqueira de “Belíssima” (2005)

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