Holanda supera a guerreira Costa Rica nos pênaltis e define semifinais

Após um 0 a 0 insistente, apesar da pressão holandesa e superação dos costa-riquenhos, tradição pesou e Laranja garantiu vaga

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

Jogadores holandeses comemoram classificação suada à semi da Copa
AP Photo/Felipe Dana
Jogadores holandeses comemoram classificação suada à semi da Copa

Salvador. Krul, o goleiro pegador de pênalti. Assim, ele será eternizado na história das Copas do Mundo. Reserva de Cillessen, ele entrou no fim da prorrogação contra a Costa Rica para, “apenas”, defender as cobranças de penalidade e colocar a Holanda, três vezes vice-campeão mundial, de novo, numa semifinal. Brava e destemida, a Costa Rica entra igualmente para a memória do futebol, mostrando que não se pode menosprezar times sem tradição. A Holanda não. Firme na luta por um time inédito, a Laranja Mecânica terá pela frente a Argentina de Messi para tentar, quatro anos depois, voltar à decisão de uma Copa. Se a marca de azarada a persegue, desta vez, o rótulo vai precisar ser guardado. Depois de passar por cinco prorrogações na história da competição, onde nunca tinha vencido, agora, na Terra de Todos os Santos, ela quebra essa mística. Ironicamente, a sede que viu 24 gols em cinco jogos, não viu a bola entrar na rede em 120 minutos de seu jogo de despedida. Mas quem disse que é preciso gols para um jogo memorável? Como era de se esperar, a Holanda teve mais posse de bola, mais domínio de território e mais iniciativa do jogo. A equipe da América Central era pouco agressiva, esperando, quem sabe, um erro do adversário. Mas o jogo estava garrado, feio, com marcação forte, com raras chances de gol. E quando ela aparecia, Navas fazia uma, duas, três importantes intervenções. Na outra área, Cillessen só iria tocar na bola aos 32. Isso, numa defesa fácil. Depois, nada mais até o fim dos 90 minutos. No segundo tempo, o desenho de jogo seguia o mesmo. Domínio holandês, embora com pouca objetividade, e retranca da Costa Rica, só na base do contra-ataque. Com o jogo truncado, o “sim, é possível”, gritado pelos costa-riquenhos se intensificava. A metade final do segundo tempo reservaria mais emoções fortes, em especial, para os holandeses, pela tensão, por mais uma defesaça de Navas, pela caprichosa bola na trave de Snejder, pela furada cara a cara de Van Persie e pela bola sobre a linha tirada por Teneja. Não tinha como, era preciso prorrogação. A Costa Rica, que tinha corrido 30 minutos de tempo extra contra a Grécia, se mostrava mais exausta. E com a bola rolando, quem apareceria de antemão? Navas! A resposta veio em um pênalti reclamado sobre Urena. Era ataque contra a defesa, uma impressionante pressão. Navas pegou até quando não estava valendo. Mas o time de laranja poderia ficar o resto do dia martelando, que de nada adiantaria. Corajosa, a Costa Rica conseguiu encaixar ataques rápido nos momentos finais.  Incrivelmente, Cillessen pegou o arremate quase perfeito de Urena, respondido com mais uma bola na trave de Sneidjer! Que história! Krul entrou nos minutos finais para pegar os pênaltis. E pegou. De Bryan Ruiz e Umaña. Van Persie, Robben, Sneijder e Kuyt fizeram para os holandeses: 4 a 3 nas penalidades.