Pimenta da Veiga registra candidatura e declara campanha milionária

PSDB vai gastar R$ 60 milhões para candidato e outros R$ 20 milhões para o Senado; PSB e PSOL também registram candidaturas de Tarcísio Delgado e Fidélis Alcântara

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

Divulgação
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No último dia para registro das candidaturas para as eleições deste ano, o candidato do PSDB ao governo do Estado, Pimenta da Veiga, declarou que sua campanha deve custar R$ 60 milhões. Os gastos estimados para a campanha do ex-governador Antonio Anastasia (PSDB) ao Senado são de R$ 20 milhões. Ambos estiveram na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), no bairro Cidade Jardim, região Centro-Sul da capital, por volta de 13h30 deste sábado (5) para registrar suas candidaturas. Também compareceu ao local o candidato a vice, Dinis Pinheiro (PP).

A coligação "Todos por Minas" conta com apoio de 15 partidos ao todo – PSDB, PP, DEM, PSD, PTB, PPS, PV, PDT, PR, PMN, PSC, PSL, PTC, PTN e Solidariedade. Para as eleições proporcionais, o PSDB estará na mesma chapa que PP, PR, DEM, PSD e Solidariedade na disputa pelas cadeiras à Câmara dos Deputados. Para a Assembleia de Minas, os tucanos estarão lado a lado do PP, PPS, DEM e PSD.

O candidato Pimenta da Veiga afirmou que vai continuar percorrendo o Estado para "levar ideias e ouvir sugestões". Sobre o programa de governo enviado ao TRE-MG, disse que as diretrizes protocoladas falam "sobre as coisas que precisam ser ditas. Sobre sustentabilidade. mobilidade, educação, saúde e segurança, mas de forma sintética como a lei sugere." Anastasia, que também é coordenador da campanha do senador Aécio Neves (PSDB) à presidência disse que vai concentrar esforços nas eleições de Minas.

"Está sendo entregue hoje, em Brasília, no registro de candidatura do senador Aécio a presidente, as diretrizes gerais do programa de governo. Então, meu grande esforço já foi realizado e agora nos vamos começar la minha segunda etapa e minha participação maior se dará aqui, em Minas Gerais", afirmou. O ex-governador do Estado disse ainda que o objetivo é eleger a chapa e garantir boa margem de votos, em Minas, para a campanha de Aécio. "Nossa pretensão é exatamente essa, fazer barba, cabelo e bigode", brincou.

Candidato do PSB

Poucos minutos após as figuras da chapa tucana deixarem a sede do TRE-MG, o candidato do PSB ao governo do Estado, o ex-deputado federal e ex-prefeito de Juiz de Fora, Tarcísio Delgado, compareceu à sede da Justiça Eleitoral. Sua candidatura foi viabilizada na última semana e conta com apoio de mais duas legendas, o PRTB e o PPL. O primeiro indicou a candidata a vice, Sílvia Reis. Já a vaga ao Senado fica com Margarida Vieira. Os socialistas estimaram gastos de R$ 38 milhões para a campanha ao governo e R$ 10 milhões ao Senado.  

Tarcísio destacou os principais pontos de seu programa de governo. "Eu não vou prometer obra. Isso está lá mas não é essencial. Essencial é fazer administração assentada em um tripé que eu considero fundamental: austeridade, participação popular e eficiência. Se você pega os recursos públicos, eles são sempre muito grandes. O Estado está quebrado, está tudo muito ruim porque gasta muito mais do que deveria ser em cada obra. Se você reduz os custos, faz com que os recursos se multipliquem", afirmou.

Ele criticou ainda o prefeito Marcio Lacerda, principal liderança de seu partido, que declarou apoio a Pimenta da Veiga nesta semana.

"O prefeito é do PSB, se nos tivéssemos uma politica mais ou menos civilizada, teria compromisso com seu partido e não está tendo. Eu fui de um partido (o PMDB) por 46 anos e quando o partido mudou eu não quis mudar e sair do partido. Não posso ficar lá e fazer jogo duplo. É ele quem vai decidir, mas se ele não pode ficar com o partido, ele tem que sair do partido", criticou.

Candidato do PSOL

O também candidato ao governo do Estado, Fidélis Alcântara (PSOL) compareceu à sede do TRE-MG por volta das 14h30. Encabeçando a coligação "Frente de Esquerda Socialista", que conta ainda com apoio do PSTU – que não aceita receber doações de empresas privadas – Fidélis diz que tem como teto de gastos na campanha R$ 300 mil, valor 20 vezes menor que o que deverá ser gasto por Pimenta da Veiga. Segundo ele, a campanha deve ser marcada pela solidariedade e criatividade.

"É uma campanha feita com ajuda das pessoas até mesmo nas panfletagens. Nós não pagamos pessoas para fazer essa atividade. Então contamos mesmo com a ajuda das pessoas, dos simpatizantes, em quem for acreditar nas nossas propostas", afirmou.

Segundo ele, a campanha deve percorrer o Estado em duas grandes viagens. A primeira após o dia 15, nas regiões dos vales do Rio Doce e Jequitinhonha, além do Norte de Minas e Triângulo e Centro-Oeste. E uma outra em agosto, pela Zona da Mata, Campo das Vertentes e Sul de Minas. Junto a Fidélis, na chapa, estão a sindicalista Victória Melo e o metalúrgico Geraldo Araújo, ambos do PSTU, respectivamente candidato a vice e ao Senado. 

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