Felipão também sofreu com desfalques em seu último título em clubes

Técnico foi campeão com o Palmeiras após perder zagueiro e atacante para a semifinal

iG Minas Gerais | Folha Press |

A lesão de Neymar foi um banho de água fria para o torcedor brasileiro. No entanto, lembrar do currículo recente de Felipão pode ajudar a reconfortá-lo.

Em 2012, quando treinava o Palmeiras e conquistou o título da Copa do Brasil, seu último título à frente de um clube, ele viu-se diante de problema parecido ao que vive hoje ao perder seu zagueiro mais técnico, Thiago Silva, e sua referência ofensiva, Neymar, para a semifinal diante da Alemanha.

Para o primeiro jogo da final contra o Coritiba, Felipão viu seu melhor zagueiro à época, Henrique (atualmente no banco de reservas da seleção), ser expulso no segundo jogo da semifinal contra o Grêmio, após confusão com jogadores adversários.

Ele havia sido um dos destaques das semifinais ao atuar como volante, e não poderia atuar no primeiro jogo da final contra o Coritiba.

Para adicionar dramaticidade ao enredo, o argentino Hernán Barcos, melhor atacante do time àquela altura, sofreu uma crise de apendicite na manhã do dia do primeiro jogo da final, e foi cortado de ambos os confrontos com o Coritiba.

Felipão escalou Márcio Araújo para a vaga de Henrique e o desconhecido Betinho no lugar de Barcos, escolhas que despertaram o pessimismo em muitos palmeirenses.

Contudo, a opção por três volantes (Marcos Assunção, Márcio Araújo e João Vitor) ajudou o time a embolar o jogo no meio de campo diante do Coritiba, e Betinho, herói improvável, teve participação fundamental nos jogos do título, ao sofrer um pênalti no jogo em Barueri e ao marcar de cabeça o gol que levaria ao empate por 1 a 1 no Couto Pereira e aproximaria o Palmeiras do título.

Felipão tem a fama de não ser um técnico de goleadas, mas que consegue transformar as adversidades em motivação para seus jogadores. Hoje, ele tem à mão as "tragédias" para reeditar os roteiros melodramáticos de suas conquistas.

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