PSDC tem candidato em Minas

Partido lança nome para tornar-se mais uma alternativa à polarização entre PT e PSDB

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Aposta. O advogado Eduardo Ferreira é a aposta do PSDC para a disputa do governo de Minas Gerais
PSDC/MG
Aposta. O advogado Eduardo Ferreira é a aposta do PSDC para a disputa do governo de Minas Gerais

A direção estadual do PSDC de Minas anunciou nessa sexta que terá candidatura própria ao governo do Estado neste ano. O partido quer se transformar em mais uma via alternativa na eleição estadual, colocando fim à polarização entre PT e PSDB. O candidato é o advogado Eduardo Ferreira, mais conhecido como Dr. Eduardo.  

Segundo o vice-presidente nacional do PSDC, Alessandro Mar ques, a decisão de ter um nome próprio em Minas é uma forma de atender solicitação feita pela direção nacional do partido, que pretende formar palanques nos Estados para o candidato à Presidência da República pela legenda, o ex-deputado federal José Maria Eymael, que teve seu nome oficializado no fim de junho pela executiva nacional.

“Foi uma estratégia política e partidária. A ideia é consolidar e colocar em evidência o nosso partido”, afirma Marques. “Queremos estar mais evidentes e só lançando um candidato teremos condições para isso. Queremos estar mais ativos e participar melhor do processo”, argumenta.

Essa será a primeira vez que o PSDC lançará um candidato para concorrer ao Palácio Tiradentes. O postulante a vice-governador também já foi escolhido: o ex-prefeito de Viçosa, na Zona da Mata, Raimundo Nonato, também filiado ao PSDC.

Nonato e Dr. Eduardo, que já disputou eleição para vereador de Contagem, enfrentarão outros três nomes já colocados: Pimenta da Veiga (PSDB), Fernando Pimentel (PT) e Tarcísio Delgado (PSB).

A maior dificuldade, porém, será o espaço disponível para a propaganda na televisão e no rádio. O PSDC terá, apenas, 31 segundos para apresentar suas propostas. “Sabemos que não será fácil, mas vamos entrar para ganhar”, completa o dirigente nacional.

Segundo Dr. Eduardo, o que motivou sua candidatura foi o sentimento de insatisfação instalado em todo o país, desde as manifestações do ano passado. “Estamos analisando há algum tempo uma possibilidade de uma candidatura, o que confirma a postura do Eymael, que queria que lançássemos um candidato no Estado”, disse o pré-candidato, que tem até neste sábado para entregar à Justiça Eleitoral o pedido de registro de sua candidatura ao governo.

Proporcional. O PSDC fechou aliança com o PTN para a chapa de deputados federais e estaduais. O objetivo, segundo o presidente Alessandro Marques, é conquistar cadeiras parlamentares na Assembleia de Minas e na Câmara dos Deputados.

Atualmente, o partido não conta com nenhum representantes nos Legislativos do país, o que, na opinião dos dirigentes da legenda, é prejudicial para seu crescimento no Estado.

Presidência

Apoio. O PSDC terá candidatura à Presidência da República, com José Maria Eymael. A candidatura própria em Minas Gerais terá a função de dar palanque para o candidato ao Planalto.

Registros

PSC – Pastor Everaldo e vice, Leonardo Gadelha. Gasto: R$ 50 milhões.  PV – Eduardo Jorge e vice, Célia Sacramento. Gasto: R$ 20 milhões.

PSOL – Luciana Genro e vice, Jorge Leonardo Paz. Gasto: R$ 900 mil. PSDC – José Maria Eymael e vice, Roberto Lopes. Gasto: R$ 25 milhões.

PCB – Mauro Luis Iasi e vice, Sofia Pádua Mazano. Gasto: R$ 100 mil. PRTB – José Levy Fidelix e vice, José Alves de Oliveira. Gasto: R$ 12 milhões.

PSTU – José Maria e vice, Claudia Alves Durans. Gasto: R$ 400 mil.

PSB – Eduardo Campos e vice, Marina Silva. Gasto: R$ 150 milhões.

Carvalho não vai sair para a campanha O ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que continua no governo até que seja convidado pela presidenta Dilma Rousseff a assumir outra função. Segundo informações da Agência Brasil, Carvalho disse que não há, no momento, nenhuma perspectiva de mudança, e o seu desejo é continuar como ministro. “Por mim, eu continuo no governo, trabalhando, e vou, na campanha, ajudar nas horas vagas, como já fiz em outros anos. Isso faz parte da minha militância”, disse o ministro.

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