Do verde aos áridos vulcões

Pequeno país da América Central, a Costa Rica é um destino único, que proporciona ao visitante muita aventura

iG Minas Gerais | Fernanda Krakovics |

Em Punta Quepos, na costa do Pacífico, vista de um recanto do mar, cercado por densa vegetação
Fernanda Krakovics/Agência O Globo
Em Punta Quepos, na costa do Pacífico, vista de um recanto do mar, cercado por densa vegetação

Apesar do dia de sol em San José, nossa preocupação ao deixar a capital da Costa Rica em direção ao vulcão Poás, distante uma hora de carro, era se o tempo estaria limpo no nosso destino, para permitir a visão do lago – formado por água da chuva e rico em enxofre – azul turquesa, fumegante, no fundo da cratera principal, com 1,3 km de diâmetro e 300 m de profundidade. E demos sorte.

Localizado na Cordilheira Central, o Poás, a 2.574 m de altitude, é de fácil acesso e a maior chance de se ter uma boa visibilidade é visitá-lo pela manhã. À tarde, o local está sempre encoberto por nuvens. As fumarolas, vapor de água e gases que evaporam das aberturas na cratera, indicam a atividade permanente do vulcão.

Em decorrência da emissão de gases, que ocasiona chuva ácida, não há vegetação no entorno da cratera. Em compensação, a floresta é exuberante ao longo da trilha que leva até o mirante. Uma das curiosidades da flora local é uma planta popularmente conhecida como “sombrinha de pobre”, devido às suas grandes e rígidas folhas, que proporcionam refrescantes sombras.

O caminho de San José até o Poás é também muito bonito, com cafezais, cultivos de plantas ornamentais e plantações de morangos. Dentro do parque nacional, a caminhada até o mirante leva uns 15 minutos. Por causa da grande altitude, é recomendável levar casaco e um corta-vento, para se proteger também da alta umidade.

Natureza em fúria

A Costa Rica tem dezenas de vulcões, sendo sete deles ainda ativos, como o Turrialba, que cuspiu lava no ano passado, o Rincómn de la Viaja e o próprio Poás, que entraram em atividade em 2011. O país também registra uma grande incidência de terremotos. Em média, há 6.500 tremores por ano, mas, segundos os sismólogos, apenas uma centena deles é percebida.

Em 5 de setembro do ano passado, por exemplo, houve um terremoto de 7,6 graus de magnitude na escala Richter, o segundo maior do país em 190 anos. Apesar de o epicentro ter sido em Guanacaste, a 150 km ao Norte de San José, o terremoto foi fortemente sentido na região central do país, onde fica a capital, e também na costa central do Pacífico. O país, no entanto, é preparado para tremores de terra, o que implicou em transtornos mínimos e por um curto período.

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