Mergulho na natureza

Vulcões, praias e vida selvagem fazem da Costa Rica uma referência em ecoturismo

iG Minas Gerais | Fernanda Krakovics |

O lago no fundo da cratera do vulcão Poás  é formado por água de chuva
Fernanda Krakovics/Agência O Globo
O lago no fundo da cratera do vulcão Poás é formado por água de chuva

Antes de partir para as atrações naturais da Costa Rica – que incluem vulcão em atividade, praias belíssimas, floresta tropical e apreciação de baleias e golfinhos –, vale a pena ficar um dia na capital, San José, localizada na região central, e visitar seus museus, teatros e explorar suas ruas de pedestres, dominadas por comércio popular. Apesar de ser uma cidade movimentada, o turista pode ser surpreendido com periquitos nas árvores em pleno centro da capital, que pode ainda servir de base para se explorar os arredores.

A melhor época para visitar o país é de novembro a abril, na estação seca. Mas também é possível ir nos outros meses do ano e programar os passeios para a parte da manhã, já que, geralmente, entre maio e outubro, chove depois das 16h, por cerca de duas horas. Além dos preços mais em conta, a vegetação é mais exuberante nos meses chuvosos.

Uma das democracias mais consolidadas das Américas, a Costa Rica tem orgulho de ter abolido o exército em 1948 e de contar com bons sistemas de educação e de saúde. Na esteira do ecoturismo, o país tem boas práticas ambientais e metas para se tornar neutro em carbono.

A vista do mar, do alto de uma das encostas cobertas pela floresta tropical, é de tirar o fôlego na costa do Pacífico. A região é dominada pelo Parque Nacional Manuel Antonio, que abrange diversas praias de areia branca. Além de fazer passeios de barco para ver baleias e golfinhos, o visitante se depara a todo momento com macacos-de-cara-branca, bichos-preguiça, araras e tucanos ao andar pela região.

A maior cidade nesse ponto da costa é Quepos, mas o lugar ideal para ficar é Punta Quepos, onde estão belas praias e os melhores hotéis. A viagem desde San José dura cerca de duas horas e meia e as atrações já começam na estrada, ao cruzar um rio com crocodilos. No caminho, também há diversas praias ideaias para a prática de surfe, como Hermosa e Jacó, que é popular tanto entre costa-riquenhos como entre estrangeiros.

Golfinhos

Um dos passeios possíveis em Manuel Antonio é a saída de barco para ver golfinhos e baleias jubarte, também conhecidas como corcundas, em setembro e outubro. No resto do ano, vale apreciar as ilhas, mergulhar com snorkel, ou simplesmente tomar banho nas mornas águas azuis do Pacífico.

À tarde, para quem ainda tiver energia, há o canopy tour, uma sucessão de tirolesas que é uma febre na Costa Rica, com algumas variações, dependendo da região. Em Quepos, o Titi Canopy Tour consiste em plataformas no alto de árvores, interligadas por tirolesas. São dez trechos de até 40 m de altura e 450 m de extensão, em meio à floresta. No fim, acontece um rapel.

A atividade começa com uma trilha até a primeira plataforma, em que sem se vê rãs pretas, listradas de verde, aranhas que tecem teias de fios dourados e cogumelos alaranjados. Há outras modalidades pelo país, como tirolesas unindo montanhas, em Monteverde, bem mais radical. Lá, a velocidade chega a 110 km/h, sem qualquer visibilidad, devido à nebulosidade em meio à altitude.

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