Chapa de Fernando Pimentel pode gastar até R$ 40 milhões

Estimativa de gastos nesta eleição é 11% maior do que a de 2010 e 50% superior a de 2006

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Registro. Fernando Pimentel entregou, ontem, à Justiça Eleitoral de Minas o seu pedido de registro
Fotos: Fernando Cavalcanti / PT
Registro. Fernando Pimentel entregou, ontem, à Justiça Eleitoral de Minas o seu pedido de registro

O ex-ministro Fernando Pimentel (PT) entregou nessa sexta à Justiça Eleitoral seu pedido de registro de candidatura ao governo de Minas neste ano. Ele e o também ex-ministro e candidato a vice-governador em sua chapa, Antônio Andrade (PMDB), postulantes ao Palácio Tiradentes, declaram um limite de gastos de campanha de R$ 40 milhões, valor 11% superior ao registrado pelos candidatos Hélio Costa (PMDB) e Patrus Ananias (PT), que em 2010 disputaram o governo de Minas.

Se comparada com o pleito de 2006, a estimativa de despesas com a eleição deste ano é ainda mais impactante. Há oito anos, o então candidato do PT estimou gastos de R$ 20 milhões, ou seja, metade do previsto para este ano. O que também cresceu desde as eleições de 2010 foi o patrimônio de Pimentel, que, naquele ano, se lançou ao Senado. Há quatro anos, o petista declarou ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG) possuir bens que totalizavam R$ 1,6 milhão. Nessa sexta, o documento entregue à Justiça Eleitoral informava a posse de R$ 2,4 milhões – um crescimento de 50%. Outro patrimônio que também apresentou elevação desde 2010 é o de Antônio Andrade. Na última eleição para a Câmara Federal, quando o presidente do PMDB se elegeu deputado federal, o peemedebista informou possuir R$ 3,1 milhões. Já neste ano, o total de bens soma R$ 4,2 milhões – 35% maior. Aliança. Pimentel se antecipou e foi o primeiro a formalizar sua candidatura na Justiça. Hoje, porém, o partido ainda precisará protocolar os demais registros na Justiça eleitoral, entre eles o do empresário Josué Gomes (PMDB), que estima gastar R$ 12 milhões com a campanha ao Senado. Outra solicitação que será protocolada é a da chapa proporcional, que inclui os candidatos a deputado federal e estadual. A coligação PT, PMDB, PROS, PCdoB e PRB lançará, neste ano, 154 nomes para a Assembleia de Minas – com teto de gastos definido por candidato em R$ 3 milhões – e outros 106 para a Câmara dos Deputados, cada um não poderá investir mais do que R$ 5 milhões. Nessa sexta, o protocolo do registro ganhou ares de evento de campanha. Pimentel estava acompanhado de diversos deputados federais e apoiadores de partidos aliados. O petista fez questão de agradecer o apoio das demais legendas e garantiu que o tempo de propaganda na televisão e no rádio – cerca de seis minutos – será suficiente para apresentar suas propostas. “Estou muito feliz com a coligação. Eles (os aliados) nos dão uma força política muito grande”, declarou. Sobre o arco maior de partidos em torno do seu adversário Pimenta da Veiga (PSDB), Pimentel minimizou. “Os demais partidos que não estão aliados conosco estão nacionalmente com a presidente Dilma, o que eu acho que é bom, mostra que eles têm bom senso”, alfinetou. 

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