Obra de Rubem Braga fica na Record

Global mostra interesse no acervo, mas só para edição especial

iG Minas Gerais |

O capixaba Rubem Braga viveu em Belo Horizonte nos anos 1930
AE/ARQUIVO
O capixaba Rubem Braga viveu em Belo Horizonte nos anos 1930

São Paulo. A obra completa de Rubem Braga (1993-1990) é um dos objetivos traçados para a nova fase da editora Nova Aguilar, agora sob a égide do Grupo Editorial Global. Porém, ainda não houve aproximação formal ou negociação estabelecida com o espólio do escritor. A maior parte das obras avulsas de Rubem Braga está sob contrato com a editora Record até, pelo menos, 2018. O contrato envolve algumas dos principais trabalhos do escritor, como “200 Crônicas Escolhidas” e “Ai de Ti, Copacabana”, e em 2014 a editora pretende iniciar a reedição de toda a obra contratada, com lançamentos de três a quatro livros por ano. Está nos planos relançar também “Crônicas da Guerra na Itália”, esgotado desde 1996. Contatado, o ensaísta e crítico André Seffrin, amigo de longa data da família de Rubem Braga e designado como um representante informal do espólio do autor, disse que sabe do interesse da Nova Aguilar, mas que não há negociação em curso. Por outro lado, o editor executivo de literatura brasileira da Record, Carlos Andreazza, diz que a obra do escritor capixaba é um patrimônio importante do qual a editora não vai abrir mão. “Porém, como é um outro mercado [o de edições de obras completas], nós não podemos fazer nada, a não ser valorizar o nosso próprio trabalho”, disse. A Nova Aguilar tem no catálogo, por exemplo, Carlos Drummond de Andrade e Ferreira Gullar, autores que possuem contrato com outras editoras. O diretor do Grupo Editorial Global, Luiz Alves Junior, que declarou o interesse na obra de Braga em uma reportagem recente no jornal “Estado de S. Paulo”, reforçou que a ideia é reunir em uma edição especial o trabalho completo do autor, e não, de fato, tirar as obras da atual casa. Alguns livros avulsos de Braga já são editados pela Global. Braga publicou seu primeiro livro, “O Conde e o Passarinho”, em 1936.

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