Um filme para cada país

Pensando em um jeito de mostrar um pouquinho da cultura de cada seleção que visita o Brasil este ano por causa da Copa do Mundo, selecionamos, como sugestão, um filme para representar cada país participante

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Com a Copa do Mundo no Brasil, turistas chegam de todas as partes do mundo para compartilhar culturas, línguas e a vontade comum de conhecer o país e assistir aos jogos do Mundial. Praticamente uma torre de Babel, o Brasil nunca atraiu tantos olhares estrangeiros como neste ano. São tantos aspectos distintos aos nossos, convivendo em um mesmo momento, que fica difícil entender quem são essas pessoas. De onde elas vêm? Como elas vivem? Como se alimentam?

Uma boa maneira de conhecer um povo ou uma cultura, é a arte expressa em seu respectivo país. E qual modalidade dela seria mais completa que a sétima arte -  o cinema - para traduzir melhor um país por meio de sua música, sua língua, sua paisagem e sua gente?

Pensando nisso, o jornal O TEMPO preparou uma relação com filmes de cada país participante da Copa, para você conhecer melhor quem está nos visitando, e revelou boas surpresas. Quem diria, por exemplo, que a Nigéria tem a chamada Nollywood, a terceira maior produtora de cinema do mundo, ficando atrás apenas de Hollywood e de Bollywood? Ou que nem todo filme iraniano é difícil de se entender? 

É complicado conceber a ideia de se assistir a um filme de Gana, por exemplo, sem nunca ter tido nenhuma referência. O professor da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas, Eduardo de Jesus, explica que o problema é que muitos filmes de países fora do eixo América Latina / Hollywood, não chegam a nós. “O fato de que todos esses países que estão na Copa produzem cinema e a gente não conhece nenhum destes filmes revela o jeito que o mundo se estrutura", pondera o especialista, indagando, por exemplo, que a maioria das pessoas nunca assistiu um filme africano. "É realmente um problema de distribuição e também da nossa forma de pensar. Com essa forma sofisticada de capitalismo que a gente experimenta, o estético e o simbólico têm um valor muito alto. O que deixa os outros fora deste eixo, com menor visibilidade", explica.

Jesus afirma ainda que isso acontece muito aqui no Brasil, onde até os filmes locais chegam para a população com alguma dificuldade. "Aliás, essa coisa de a gente ver filme nacional é muito nova, começou há menos de 10 anos, também por causa das consequência da ditadura, que teve como uma das primeiras medidas desmantelar o cinema brasileiro, já que muitos produtores e cineastas eram de esquerda naquela época”, explicou.

Ainda de acordo com o professor, o cinema é uma das melhores formas de se conhecer determinado país. “É uma forma de conhecer o mundo pelo outro, pelo olhar do outro. Tem hora que é uma sintonia e tem hora que é um confronto. As produções audiovisuais, filmes e a televisão, mostram o mundo muito estereotipado, muito padronizado, mas algumas produções conseguem escapar disso e mostrar uma visão interessante. Este é o papel da arte. Não é o de revelar as coisas, é de convocar as pessoas a pensarem de outro jeito. O cinema mostra o mundo, mas a ausência dele - como os filmes que a gente não vê porque não chegam até nós - também mostra como o mundo é”, constatou.

Conheça um pouquinho da história de cada país por meio das nossas sugestões:

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