Diversidade mais criativa

Produções ganham evidência pela qualidade e por dialogar entre diferentes culturas e linguagens

iG Minas Gerais | Ana Paula Braga |

A confortável poltrona Mole, de Sérgio Rodriguez, ganhou o mundo após vencer o Concurso Internacional do Móvel em 1961
Sérgio rodriguez/divulgação
A confortável poltrona Mole, de Sérgio Rodriguez, ganhou o mundo após vencer o Concurso Internacional do Móvel em 1961
O design atual consegue dialogar entre diferentes culturas e linguagens. A vocação do nosso país e o talento dos profissionais têm dado forças ao design brasileiro, que vive hoje um dos seus melhores momentos. As produções ganham ainda mais evidência principalmente pelo foco criativo e de alta qualidade, com coleções de mobiliário e objetos que podem fazer frente ao mercado internacional de design.    Os contornos e linhas geométricas, as cores que acendem o cenário da casa e se aliam com elegância aos materiais sofisticados, tecnológicos e naturais delineiam os clássicos do mobiliário moderno e as peças de maior destaque na produção contemporânea. Com um viés mais autoral, é possível perceber as semelhanças e peculiaridades de cada objeto.   Um dos principais destaques vai para a poltrona Xibô, criação contemporânea de Sérgio Rodrigues, figura simbólica do design moderno, e sua poltrona Mole superpreguiçosa, com uma estrutura robusta de madeira torneada e estofado em couro, que foi a grande vencedora do Concurso Internacional do Móvel em Cantú, na Itália, e ganhou o mundo. Com cores inéditas, a premiada cadeira ICZERO1, do designer Guto Indio da Costa, é o primeiro produto de sua linha autoral. A peça é uma releitura das cadeiras de bar feitas de plástico injetado, que resiste a até 160 kg e é 100% reciclável.   Já a cadeira Vermelha, criação dos irmãos e designers brasileiros Fernando e Humberto Campana, também é um ícone da visão criativa da brasilidade e foi responsável pela grande repercussão do design brasileiro no exterior. Feita de aço inoxidável e cerca de 450 metros de corda de algodão, o assento é uma mescla dos processos industrial e artesanal, sendo a primeira peça brasileira a ser exposta no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa).    Desenhada em 1951, a cadeira Bowl, da arquiteta Lina Bo Bardi, é muito interativa e se adapta em diversas posições – da mais formal à mais informal. É um convite ao uso e uma obra de arte que ainda faz muito sucesso. Outro bom exemplo é a Cadeira de Três Pés, de Joaquim Tenreiro, de 1947, feita com tiras de duas a cinco madeiras: jacarandá, roxinho, pau-marfim, imbuia e mogno, toda trabalhada em linhas geométricas e visual clean.   “A aceitação pela estética e o respeito ao designer brasileiro estão cada vez maiores. Por causa do cenário econômico, as grandes empresas procuram os profissionais daqui não apenas como criativos, mas também como conhecedores do mercado local”, pontua o designer Pedro Franco.  

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