Costa Rica encara Holanda para seguir fazendo história

"Ticos" dizem não temer a Laranja no duelo de Salvador e esperam surpreender mais um favorito para chegar à inédita semifinal

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

Associated Press
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Salvador (BA). Conquistas por conquistas, Holanda e Costa Rica ainda não cravaram seu nome na história do futebol mundial. Mas, claro, nada se compara à tradição holandesa em Copas do Mundo, com três vice-campeonatos (1974, 1978 e 2010) e um quarto lugar em 1998.

Mas isso não basta. Para quebrar a sina de azarada nos Mundiais, a equipe de Louis Van Gaal tem que passar pela zebra da competição, a Costa Rica, hoje, às 17h, no jogo de despedida da Fonte Nova, em Salvador. O palco baiano, aliás, é um terreno de sorte, o ponto de partida da caminha laranja no torneio: 5 a 1 sobre a Espanha.

Vencer campeões mundiais com Uruguai e Itália e empatar com a Inglaterra para ser primeira do grupo, não é pouca coisa para a equipe do técnico Jorge Luis Pinto. E ainda encontrar forças em uma disputa de pênaltis nas oitavas de final contra a Grécia, mesmo com um a menos em boa parte do tempo, também não é uma simples coincidência.

“Calafrios, não sinto. Não temos medo. Não tivemos medo da Itália, Inglaterra, Uruguai, Grécia... Vamos tentar controlá-los”, avisou o treinador. A campanha do time da América Central já é a melhor de sua história.

Contra uma Holanda comandada por Robben, a Costa Rica deve adotar, sem vergonha, a postura de time pequeno, se mantendo na retaguarda e jogando em contra-ataques. “Em todas as análises que fiz antes da Copa, disse que todas as campeãs do mundo tinham boas defesas. Era isto que precisávamos nos concentrar”, lembrou Pinto.

No lado holandês, o discurso é de não subestimar o adversário. “Todos os jogadores são ambiciosos. Eu posso afirmar que eles veem este jogo como uma das etapas mais importantes”, avaliou Van Gaal.

Encontro. Ontem, pelas ruas de Salvador, costa-riquenhos e holandeses já desfilavam com as cores de nação. No Pelourinho, o holandês Martin Ulassak e o canadense Ryan Craswell, que morou seis ano na Costa Rica, fizeram suas apostas.

“Eu acho que vai ser 3 a 0, dois gols do Robben”, disse Martin. “Meu placar é 2 a 1”, disse o mais comedido torcedor da Costa Rica. Como bons desafiantes, eles deram as mãos e desejaram boa sorte um ao outro.

Os holandeses já estiveram em Salvador na primeira partida da Copa, quando golearam a Espanha por 5 a 1. Para a Costa Rica, é a estreia na Terra de Todos os Santos.

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