Manifestantes desocupam a Urbel e fecham a avenida do Contorno

O juiz determinou a reintegração de posse do prédio, mas os ocupantes decidiram sair antes que fosse necessário o uso da força; eles protestam em frente ao local

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Ocupantes da Urbel deixam o prédio e protestam na Contorno
divulgação/ pm
Ocupantes da Urbel deixam o prédio e protestam na Contorno

A prefeitura de Belo Horizonte, por meio de nota, informou que o juiz da 1ª vara da Fazenda Municipal determinou a reintegração de posse imediata do prédio da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel), nesta sexta-feira (4). O local estava ocupado desde a última quarta-feira (2) por integrantes das ocupações Dandara, Eliana Silva, Nelson Mandela, Rosa Leção, Esperança, Vitória, Zilah Spósito/ Helena Greco,. Cafezal e Jardim Getsêmani, de Belo Horizonte, Guarani Kaiowá, de Contagem, e Tomás Balduíno, de Ribeirão das Neves.

No entanto, os ocupantes decidiram desocupar o prédio antes de serem retirados a força do local. Nesta tarde, eles protestam em frente a Urbel e fecham os dois sentidos da avenida do Contorno, altura do bairro Santo Antônio. Cinco viaturas do Batalhão Copa estão no local, mas ainda não houve registro de conflitos.  A ocupação se estendeu também a Advocacia Geral do Estado, que já havia sido desocupada nesta quinta-feira (3).

A Polícia Militar informou que o deslocamento das viaturas é procedimento padrão e que os militares estão acompanhando o protesto, até então, pacífico. A BHTrans confirmou que a Contorno está fechada nos dois sentidos, mas as vias adjacentes estão liberadas. Agentes da empresa estão no local orientando os motoristas sobre os desvios.

Aos ocupantes, se uniram também manifestantes de outros movimentos para protestar na porta da Ubel. Em evento marcado pelo Facebook, a descrição justifica o protesto por causa do desabamento do viaduto na avenida Pedro I ocorrido nessa quinta:

“Para o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, é normal que uma obra mal feita tenha tirado vidas: afinal, ´acidentes acontecem´. Nós, povo pobre de Belo Horizonte, que vive em ocupações, que anda de ônibus, que é massacrado pelos despejos ocasionados pelas grandes obras, que paga os impostos para superfaturamentos, não achamos isso normal. Denunciamos o compromisso único do prefeito com as construtoras e o não diálogo com as comunidades pobres. Para demostrar a nossa solidariedade com as famílias dos mortos e acidentados e com todo o povo de Belo Horizonte convocamos para um ato na porta da Urbel, símbolo da má-política urbana do município. Para cada companheiro caído nenhum minuto de silêncio, mas toda uma vida de luta!! Vamos torcer para um Brasil sem mortes nos estádios e nas obras. Venha lutar e se divertir conosco, teremos música e futebol.”

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