Jornalistas que cobrem a Copa mostram tristeza com queda de viaduto

Mesmo de longe, membros da mídia não deixaram de ficar sabendo da tragédia, esperando que culpados paguem pelos erros cometidos

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Renan Chedotal ficou ainda mais triste por ter estado em BH há poucos dias
DANIEL OTTONI - WEBREPORTER
Renan Chedotal ficou ainda mais triste por ter estado em BH há poucos dias

Por mais focados que estejam na cobertura da Copa do Mundo, alguns jornalistas que estão em Fortaleza, para acompanhar o jogo entre Brasil e Colômbia, tiveram sua atenção desviada para a tragédia que aconteceu em Belo Horizonte na última sexta-feira. Um viaduto em construção desabou na Avenida Pedro I, matando duas pessoas e ferindo mais de 20. A obra era para ter ficado pronta antes mesma da Copa do Mundo, mas não foi possível. A pressa por deixar tudo pronto o mais rápido possível, mesmo com o prazo já esgotado, é apontada como um dos motivos do acidente. “Acho difícil que a pressa tenha causado isso. Os motivos reais me parecem ser outros. É difícil falar quando vidas humanas estão envolvidas”, comenta Paulo Favaro, do Estado de São Paulo. O paulista não deixou de lembrar do ocorrido na Arena Corinthians, quando uma peça da fechada desabou, matando dois operários. “Até hoje muito pouco se sabe sobre tudo que aconteceu. É ainda pior quando acontece neste momento de tanta visibilidade”, lamenta.

O repórter do Jornal do Comércio, de Recife, Alexandre Arditti, ficou assustado quando viu fotos e vídeos da tragédia. Para ele, muitos são os culpados. “Governo da cidade e do estado certamente têm sua contribuição. Ouvi alguns dizerem que a FIFA também tem culpa, mas nessa aí acredito que ela é isenta. Mobilidade urbana não é com ela”, lembra o pernambucano.

Talvez pelo fato de ser de fora do país, o jornalista francês Renan Chedotal, do BeIn Sports, era o mais impressionado com tudo o que aconteceu. “Fui a Belo Horizonte cobrir o jogo entre Brasil e Chile e gostei muito da cidade e das pessoas. Foi uma coisa horrorosa, muito triste mesmo. Espero que o governo possa assumir a responsabilidade e fazer algo pelas famílias”, destaca.

Ele lembra que tais situações já aconteceram na França, mas não com a mesma frequência com que o Brasil mostra tais incidentes. “Vi muita coisa aqui no Brasil por fazer, isso mostra que não conseguiram deixar tudo pronto. Agora é tarde demais para falar alguma coisa”, salienta.