Suspeitos de chicotear filho até a morte são transferidos após ameaças

Apresentadora Xuxa mostrou em uma rede social a sua indignação com o crime; padrasto de vítima foi agredido por colegas de cela

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Apresentadora classificou a história de espancamento e morte de
Reprodução Facebook
Apresentadora classificou a história de espancamento e morte de "absurda"

O casal suspeito de chicotear o filho de 7 anos até a morte foi transferido de unidade prisional após serem ameaçados por colegas de cela, e o padrasto do menino ter sido agredido por outros detentos, um dia após a prisão de ambos.

De acordo com a assessoria da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), José Mateus da Silva, 35, e Josina Concebida Moysés, 36, foram encaminhados da Penitenciária de Caratinga para o Complexo Penitenciário de Ponte Nova, na Zona da Mata, na noite dessa quarta-feira (2). Segundo a Seds, a mudança de local foi realizada a fim de garantir a integridade física dos dois presos.

O caso que chocou toda Minas Gerais chegou ao conhecimento da apresentadora Xuxa Meneghel, que manifestou sua indignação, com o caso que considerou como "absurdo".

"O mais absurdo, entre tantos absurdos dessa história, é o motivo. Mãe e padrasto alegaram que agrediram as crianças porque eles não os respeitavam e além de pegar coisas na geladeira sem permissão, faziam xixi e cocô na cama. Isso provavelmente, a gente supõe, era um trauma pelas surras que sofriam constantemente, como informou uma tia. Tudo em nome da "educação "? — se sentindo triste", postou a loira em sua conta do Facebook, fazendo uma referência a Lei da Palmada aprovada pelo Senado recentemente.

Relembre o caso

Um crime macabro chocou os moradores de Santa Bárbara do Leste, no Vale do Rio Doce, após eles descobrirem que uma mulher de 36 anos foi capaz de chicotear o filho de 7 anos, com chicote usado para cavalos, até a morte. Um dos principais motivos para as agressões, que contou com a ajuda do padrasto do garoto, foi o menino ter urinado na cama. O corpo dele foi encontrado nessa segunda-feira (30). Os irmãos da vítima, que também foram vítimas de espancamento, estão internados em estado grave.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Luiz Eduardo Moura Gomes, Josina Concebida Moysés e José Mateus da Silva, de 35,  contaram que o menino João Paulo Camilo teria desaparecido de casa, no Córrego Barra Alegre, na zona rural do município, no último domingo (29).

Aproveitando um momento de distração do casal, um dos tios entrou na casa e encontrou as crianças de 3 e 4 anos machucadas. Josina e Silva foram levados para a delegacia de Caratinga.

Depois do espancamento, os suspeitos perceberam que João Paulo só gemia e não respondia a nenhum estímulo. Na manhã de domingo, o homem viu que o corpo estava gelado e, com a ajuda da companheira, enrolou o menino no cobertor e colocou dentro do carro. Posteriormente, ele seguiu para a BR-116.

Às margens da rodovia, Silva abandonou a criança e ainda colocou uma mochila com as roupas dela perto do corpo. A intenção, segundo o delegado, era que as pessoas acreditassem que o menino realmente fugiu e morreu na estrada.

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