“Capitão” sem braçadeira

iG Minas Gerais | Victor Martins |

MISTER SHADOW/ESTADÃO
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Quando deixou o Brasil em 2007, rumo a Portugal, David Luiz sonhava em se tornar um jogador de prestígio e reconhecido dentro do próprio país. Aos 20, quando trocou o Vitória pelo Benfica, ele não era conhecido nem mesmo por grande parte da torcida do rubro-negro baiano. Sete anos depois, a história é bem diferente. David Luiz é o zagueiro mais caro do mundo, adorado pelos brasileiros e o capitão da seleção brasileira, mas sem usar a braçadeira, que está com Thiago Silva.

Sim, David Luiz é o verdadeiro capitão do time. Tanto que na disputa de pênaltis contra o Chile, ele não titubeou. O camisa 4 se ofereceu para ser o primeiro a bater. Foi e converteu. Com a classificação garantida, David Luiz foi cumprimentar um a um os demais jogadores, entre eles o companheiro de zaga, que estava no chão e chorando. Depois de levantar Thiago Silva, David foi até a torcida para agradecer o apoio.

Mas, para chegar até esse ponto, o segundo jogador mais assediado pela torcida nacional, um dos que mais fazem comercial na televisão e também um dos líderes quando o assunto é venda de camisa, David Luiz precisou suar bastante. No futebol brasileiro ele teve passagens pelas categorias de base do São Paulo e do América, antes de jogar no Vitória. Pelo Benfica, os primeiros 18 meses não foram fáceis. O zagueiro se alternava entre titular e reserva, além de sofrer com lesões.

A consagração veio apenas na temporada 2009/2010, quando David Luiz se tornou titular absoluto do Benfica. O defensor disputou 49 das 51 partidas do clube da Luz, ficando fora apenas por conta de suspensão. Acabou eleito o melhor jogador do Campeonato Português, mesmo sendo um zagueiro. Assim, o brasileiro se tornou alvo dos gigantes da Europa. Real Madrid e as duas equipes de Manchester, o City e United, fizeram propostas concretas.

Mas quis o destino que David Luiz seguisse para o Chelsea. Em três anos e meio na equipe de Londres, ele conseguiu muita coisa. Foram três títulos, sendo a Champions League o mais importante deles, e a camisa 4 da seleção brasileira.

Desejo de conquistar brasileiros Não tendo mais o que provar no futebol europeu, David Luiz chegou ao Brasil para jogar a Copa das Confederações. A conquista do quarto título na competição e o grande desempenho do jogador mudaram de vez a relação entre o zagueiro e a torcida. David Luiz se comporta como um capitão em todos os momentos, desde a hora de cantar o hino, nas divididas e encaradas que dá nos adversários e quando estende a mão para os companheiros que sentem a pressão de jogar em casa. Para completar, um carrinho quase dentro do gol evitou o empate da Espanha naquela final de 2013.

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