Problemas foram mostrados em matéria

iG Minas Gerais | Bernardo Miranda |

Os problemas na construção do viaduto não eram desconhecidos pelos moradores dos prédios vizinhos à construção. Em março deste ano, O TEMPO mostrou que não havia grades de proteção e vários objetos da obra caíram nos jardins e estacionamentos dos edifícios. Segundo os moradores, grandes pedaços de madeira, de ferro e até blocos de concreto já haviam atingido o local, colocando em risco os residentes dos condomínios.  

A aposentada Ermelinda da Silva Lobo, 63, nunca se sentiu tranquila com a construção do viaduto e sempre teve o pressentimento de que havia algo de errado. “Era claro que ia acabar em tragédia. Desde o início dos trabalhos as irregularidades eram claras, a começar por essa falta de rede de segurança que gerava a queda constante de restos de obras em nossos quintais”, reclamou. A moradora ainda frisou que fez várias reclamações aos responsáveis pelos trabalhos, mas nunca obteve uma resposta satisfatória, e os problemas continuaram.

Ermelinda também destacou que o viaduto Guararapes já estava no processo de retirada das escoras de metal, que são utilizadas durante a construção até que o concreto seque e a estrutura tenha condições de se sustentar sozinha. “Ontem, eu vi eles retirando mais uma parte da ferragem que segurava a estrutura e falei com o meu filho que esse viaduto uma hora ia cair, porque era claro que ele não se sustentaria sozinho”, disse.

Após o desabamento, um operário que estaria trabalhando em cima do viaduto teria sido arremessado na área do condomínio. Ele teria sido atendido pelo serviço de emergência, mas, segundo a construtora, nenhum trabalhador ficou ferido. 

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