Após demissão em massa, funcionários esperam acerto

Alpha Vigilância integrava grupo PH Service, que decretou falência

iG Minas Gerais | BRUNA CARMONA |

Primeiros. Empresa em BH já fez acerto com 800 trabalhadores
Google Street View/Reprodução
Primeiros. Empresa em BH já fez acerto com 800 trabalhadores

Cerca de 1.200 trabalhadores que eram contratados da Alpha Vigilância, empresa terceirizadora do mesmo grupo da PH Service – que decretou falência no início de maio deste ano –, ainda aguardam para receber o dinheiro referente a todos os direitos trabalhistas.

Uma funcionária que trabalhava para a Alpha Vigilância, que tinha sede no bairro Carlos Prates, na região Noroeste de Belo Horizonte, e pediu para não ter a identidade revelada, reclama que os terceirizados não receberam o salário referente ao mês de maio nem os acertos trabalhistas. Segundo ela, a negociação ficou a cargo do sindicato, mas, até o momento, não foi confirmada nenhuma data para que os ex-funcionários recebam o dinheiro. “Temos várias contas atrasadas. Tudo no dia a dia da gente fica comprometido por causa disso”, lamenta a ex-funcionária. Ainda de acordo com ela, que prestava serviços na Delegacia Regional do Trabalho, em Belo Horizonte, uma nova empresa assumiu as funções que antes eram da Alpha Vigilância e recontratou os antigos funcionários no último mês de junho. Negociações. As negociações estão sendo feitas em audiências no Ministério Público do Trabalho (MPT-MG)e são acompanhadas pelo Sindicato dos Empregados das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de Minas Gerais. De acordo com José Carlos Souza, representante do sindicato, cerca de 2.000 funcionários prestavam serviços para a empresa e, destes, 800 já receberam os acertos. “As negociações estão encaminhadas e, agora, a gente está chamando os clientes da Alpha para entrarem em acordo”, afirmou. Segundo ele, o sindicato está tentando agilizar o processo, que está prejudicado pela suspensão de expediente em dias de jogos da Copa. Apesar da demora, Souza garante que todos os funcionários vão receber. A reportagem de O TEMPO procurou o MPT para saber como está o andamento das negociações, mas a promotora responsável pelo caso está de férias e só retorna no dia 15 de julho. O órgão informou que nenhum outro representante pode falar sobre o assunto. Mesmo assim, a assessoria confirmou que as audiências de conciliação continuam acontecendo.

O caso Demissões. A PH Service e Administração Ltda., empresa terceirizadora que atuava em sete Estados, demitiu 40 mil pessoas em todo o país após a decretação de falência.

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