Campos registra candidatura e pretende gastar até R$ 150 mi

iG Minas Gerais |

Campos disse que fará uma ‘campanha limpa’ baseada na ‘verdade’
BETO NOCITI/ESTADÃO CONTEÚDO
Campos disse que fará uma ‘campanha limpa’ baseada na ‘verdade’

BRASÍLIA. Com previsão de gastos de R$ 150 milhões na campanha, o ex-governador Eduardo Campos (PSB) registrou ontem sua candidatura à Presidência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Acompanhado da candidata a vice, a ex-ministra Marina Silva, ele protocolou no tribunal o seu programa de governo, constituído de cinco eixos. Dentre eles se destacam o da economia, que tem a clara influência da Rede Sustentabilidade de Marina.  

O socialista prega parcerias com o setor privado para que se promovam investimentos em áreas estratégicas, além de planejamento para um desenvolvimento sustentável. “Temos uma economia pujante, que se dissipa no emaranhado burocrático, e uma disponibilidade de recursos naturais, que é dilapidada pela ausência de política que incentivem seu uso sustentável”, diz o programa entregue ao TSE.

Para as políticas sociais, a dupla Campos/Marina propõe o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), aumento dos gastos com a saúde e escolas públicas em tempo integral. O programa propõe a integração de todos os programas sociais já existentes e executados pela União, Estados e municípios em uma única rede descentralizada, voltada para o atendimento às famílias mais pobres.

Campos declarou possuir um patrimônio de R$ 547 mil, valor similar ao que informa desde as eleições de 2006, quando conquistou o primeiro de seus dois mandatos como governador de Pernambuco.

O socialista atribuiu o seu baixo desempenho nas pesquisas de intenção de voto ao desinteresse do eleitorado à sucessão presidencial, no atual momento. “A essa altura, (o eleitor) ainda está distante do processo”, avaliou.

Na contramão do discurso adotado pelo candidatos de oposição mais bem colocados nas pesquisas, o candidato do PV à Presidência, Eduardo Jorge, também entregou ontem suas propostas em que propõe a manutenção da política econômica. Ele defende, contudo, acréscimo de “metas socioambientais”.

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