A voz Celeste

iG Minas Gerais |

Estou confiante na seleção brasileira para o jogo de hoje. Vou explicar para vocês por que tenho essa confiança. O jogo contra o Chile foi atípico, há muito tempo não vejo o Brasil jogar tão mal. E time grande, no caso a única seleção pentacampeã no mundo, jogando dentro de casa, vai apresentar um futebol bem melhor do que apresentou até o momento. Vocês podem me perguntar: não jogou nada até agora? Ou camisa não ganha jogo? O nosso time não tem esquema de jogo? Vou ser obrigado a concordar com vocês em tudo isso, mas o jogador brasileiro é diferenciado, cresce nas horas difíceis, e não existe momento melhor do que esse para mostrar futebol. Dependemos muito do Neymar, mas, para mim, ele seria titular em qualquer seleção do mundo. Vamos vencer esta Copa sem precisar de um grande treinador, porque todos nós sabemos que Felipão é um psicólogo, e não um estrategista.  Avacoelhada As análises dos erros do Brasil continuam parecidas com os comentários em relação aos defeitos do América. Opiniões semelhantes a respeito de jogadores diferentes. O desempenho do Fred se assemelha ao que era comentado sobre Alessandro, Fábio Júnior e Obina. A produtividade do centroavante vai depender da qualidade das assistências feitas pelos meias e dos cruzamentos dos laterais. Daniel Alves e Marcelo são similares ao Elsinho e Gílson. Estão com dificuldade na marcação e, quando avançam, fazem lançamentos da intermediária, em vez de buscarem a linha de fundo. A utilização de três zagueiros ou dois volantes marcadores facilitaria as subidas dos laterais. Paulinho se compara ao Andrei. Ambos devem desarmar mais e aumentar a velocidade na transição e reposição. Dois meias, Oscar e Willians, Mancini e Tchô, aumentariam a criatividade. A voz da Massa Saudações alvinegras! Percebo que Levir Culpi ainda é tomado por uma dúvida quanto à escalação de Pierre ou Josué como titular da equipe. Nos amistosos na China, o técnico alternou bastante entre os dois volantes, e isso já vinha acontecendo frequentemente, desde que Levir chegou ao Galo. Os dois jogadores são da mesma posição, mas têm características diferentes: Josué é mais ofensivo, gosta de sair para o jogo, enquanto Pierre é um pit bull nato, marca muito, mas tem dificuldade com a bola nos pés. E este é o dilema de Levir: escolher entre um time com maior poder de marcação com Pierre, ou um time mais ofensivo com Josué. Acho que para o estilo de jogo do Galo – que é jogar com três atacantes – o melhor seria optar por Pierre, que dá maior proteção ao sistema defensivo. E você leitor, no lugar de Levir, quem escalaria?

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