Unesp descobre uma substância que repele e mata o mosquito da dengue

Fórmula foi desenvolvida por cientistas a partir de uma bactéria

iG Minas Gerais |

Bactéria destruiu estágio de larva e na fase adulta
Ricardo Moraes
Bactéria destruiu estágio de larva e na fase adulta

São Paulo. Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, em São Paulo, criaram uma substância para repelir e matar o mosquito da dengue a partir de uma bactéria tirada do solo contaminado com petróleo. Apesar de a produção ter custos elevados, experimentos demonstraram a eficiência do produto.

Segundo informações do portal de notícias G1, os biólogos trabalhavam para formular um detergente biológico e procuravam um princípio ativo na natureza. Entre os locais pesquisados estavam os solos contaminados por combustíveis fósseis, como os derivados de petróleo.

Mas uma descoberta mudou o rumo da pesquisa. Os cientistas já estudavam havia 17 anos a bactéria Pseudomonas aeruginosa LBI, encontrada no terreno onde funcionava um posto de combustíveis. Ela se mostrou capaz de destruir o Aedes aegypti no estágio de larva e na fase adulta, além de funcionar como repelente.

“As larvas precisam se manter na superfície para respirar. O que mantém essas larvas na superfície é a tensão da água. Esse produto que a gente aplica reduz a tensão, então o mosquito não consegue respirar e morre. Com relação aos adultos, o produto acaba quebrando a cutícula do mosquito, levando-o à morte”, explicou o biólogo Vinícius Luiz da Silva, segundo o G1.

Ainda não há previsão de quando o produto será comercializado, uma vez que o processo de produção é caro. Dez miligramas da substância, por exemplo, custam quase R$ 1.400. “A gente está desenvolvendo novos métodos de produção para tentar reduzir o custo final, tanto da produção como da purificação do produto, a fim de que ele vá para o mercado com o custo mais baixo”, ressaltou a bióloga Roberta Barros, segundo o G1.

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