Pesquisa busca desvendar a dificuldade de parar de fumar

Receber recompensa, até dinheiro, não teria influência em alguns fumantes

iG Minas Gerais |

Perfil. Pesquisa pode ajudar a desenvolver novos métodos de parar de fumar específicos para cada necessidade
Josep Altarriba/STOCKXPERT
Perfil. Pesquisa pode ajudar a desenvolver novos métodos de parar de fumar específicos para cada necessidade

Filadélfia, EUA. Uma nova pesquisa conduzida nos Estados Unidos pode ajudar a desvendar por que algumas pessoas têm mais dificuldades para parar de fumar que outras. Pesquisadores identificaram uma função cerebral que indica se as estratégias à base de recompensa para largar o mau hábito serão eficazes em determinados fumantes.

Os cientistas realizaram testes cerebrais em fumantes que estavam privados de cigarros por pelo menos 12 horas e descobriram que a maioria entre os motivados por recompensa era menos propensa a parar de fumar.

“Nossos resultados podem ajudar a explicar por que alguns fumantes acham tão difícil parar de fumar. Ou seja, as potenciais fontes de reforço para deixar de fumar – por exemplo, a perspectiva de poupar dinheiro ou melhorar a saúde – podem ser de menos valor para algumas pessoas e, consequentemente, ter menos impacto em seu comportamento”, explica Stephen J. Wilson, professor de psicologia da Universidade Estadual da Pensilvânia.

Na primeira parte da pesquisa, a equipe informou os voluntários de que eles seriam autorizados a fumar em duas horas. Mas, com a intenção de colocá-los à prova, disseram que aquilo havia sido um erro e que seriam autorizados a fumar em 15 minutos. Antes de permitirem o fumo, os pesquisadores prometeram a quantia de US$ 1 (R$ 2,20) para cada cinco minutos em que eles ficassem sem o cigarro.

O grupo de teste era composto por 44 fumantes, com idades entre 18 e 45 anos, que fumavam pelo menos dez cigarros por dia.

Os cientistas avaliaram as respostas em uma área do cérebro responsável pela motivação e pelo comportamento orientado por um objetivo – o corpo estriado ventral. Os que apresentavam as respostas mais fracas do corpo estriado eram menos propensos a se abster de fumar.

Wilson acredita que a pesquisa possa ajudar a desenvolver novos métodos de parar de fumar específicos para cada necessidade.

“As evidências obtidas sugerem que pode ser possível identificar os indivíduos de maneira prospectiva, medindo como seus cérebros respondem a recompensas, uma observação que tem implicações conceituais e clínicas significativas”.

Flash

Mundo. O número de pessoas que fumam em todo o mundo cresceu 34% nos últimos 32 anos e se aproxima do primeiro bilhão.

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