Funed quer investir em medicamentos fitoterápicos

Representantes da fundação foram em missão à Índia para prospectar parcerias com empresas

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

Presidente da Fundação Ezequiel Dias, Francisco Antônio Tavares
Alex de Jesus - 25.4.2014
Presidente da Fundação Ezequiel Dias, Francisco Antônio Tavares

Até o próximo ano a Fundação Ezequiel Dias (Funed) pode passar a oferecer novos medicamentos antirretrovirais, oncológicos e fitoterápicos. Representantes da instituição acabaram de voltar de uma missão à Índia, onde prospectaram algumas parcerias com empresas indianas e brasileiras.

“Para os fitoterápicos, acreditamos que seria necessário um investimento inicial de cerca de R$ 10 milhões, entre os produtos a serem adquiridos, a planta industrial etc.”, conta o presidente da Funed, Francisco Antônio Tavares, que, no próximo fim de semana, viaja a Santa Catarina para estudar a possibilidade.

De acordo com Tavares, o objetivo das parcerias é promover a transferência de novas tecnologias para o Brasil e, ao mesmo tempo, gerar uma economia para o país. “Um exemplo é o caso da vacina contra a meningite C, cuja tecnologia está sendo incorporada pela Funed. Não produzimos tudo, mas antes o Ministério da Saúde comprava por US$ 21 (R$ 46) cada dose. Hoje, a pasta compra da gente pela metade do preço”.

O presidente da Funed disse que recentemente recebeu um requerimento da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) recomendando maior atenção para essa demanda, além de um edital do Ministério da Saúde que propõe o financiamento de equipamentos e da planta industrial para que os laboratórios oficiais passem a fazer esse tipo de produção específica de fitoterápicos.

Um dos primeiros produtos que devem passar a ser oferecidos é o xarope de guaco, um broncodilatador e expectorante que substitui alguns medicamentos para asma e inflamação garganta.

“Uma das vantagem desse tipo de medicamento é que eles têm uma série de exigências bem menos complexas do ponto de vista da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ou seja, fica mais fácil produzir. Outra coisa legal é que, se isso vingar, começa a mudar o Sistema Único de Saúde, que passa a ser mais acessível para a população”, diz Tavares.

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