Criação de empregos formais tem forte queda na cidade

Foram fechados 515 postos de trabalho em Betim; indústria continua como o setor que mais demite

iG Minas Gerais | José Augusto |

Assim como aconteceu em todo o país, Betim também teve forte queda na geração de empregos formais, segundo o último levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referente a maio. Foi o pior mês do ano na cidade.

O balanço revelou que o saldo entre o número de admissões e demissões foi negativo. Foram 4.745 trabalhadores demitidos contra 4.230 admitidos, resultando em 515 postos de trabalho fechados.

Se comparado com o do mesmo período do ano passado, o número é ainda mais preocupante. Em maio de 2013, houve saldo positivo de 397 novas vagas na geração de empregos.

A indústria segue como o setor que mais está demitindo na cidade. De acordo com o Caged, foram demitidos 2.066 trabalhadores na área, enquanto foram admitidos 1.581, resultando em um déficit de 485 postos de trabalho. Em seguida, aparecem os setores de comércio e serviços, que, juntos, resultaram em 85 empregos formais a menos.

Das oito áreas contabilizadas pelo Caged, apenas duas apresentaram resultado positivo em maio. Depois de contabilizar um saldo negativo no mês anterior, a construção civil se recuperou e fechou com 62 postos de trabalhos criados. Já o setor de serviços industriais de utilidade pública apresentou saldo positivo de 14 empregos formais.

No acumulado do ano, a queda na criação de empregos também está preocupando na cidade. Apesar de apresentar um saldo positivo de 935, o número é 61% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram gerados 2.410 postos de trabalho.

Justificativas De acordo com o professor de economia aplicada e economia empresarial, Raul Duarte Neto, da Fundação Getúlio Vargas, a queda na geração de empregos formais já era esperada. “O aumento dos juros da taxa Selic aliado ao baixo crescimento econômico, provocou um desaquecimento na economia, resultando nessa queda de novos postos de trabalho”, explicou.

Ainda segundo ele, o cenário deve permanecer pelos próximos meses. “Como vemos, a indústria é o setor que está mais estagnado. Será preciso medidas mais enérgicas para que a economia volte a crescer”, completa.

Em todo o país, foram criadas 72.028 vagas formais de trabalho em maio. O resultado é 48,4% inferior ao do mesmo mês do ano passado.

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