Pesquisa da UFMG sobre violência chega à cidade

Levantamento busca traçar um perfil dos crimes em três cidades mineiras

iG Minas Gerais | Luiza Muzzi |


Equipe.
 Ao todo, 1.600 residências de Betim serão visitadas por 105 pesquisadores  durante um mês
Equipe. Ao todo, 1.600 residências de Betim serão visitadas por 105 pesquisadores durante um mês

 

Com o objetivo de traçar um perfil da violência, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) começou, na segunda-feira (30), a visitar moradores de Betim em suas casas.    A pesquisa Saúde e Prevenção da Violência (Sauvi), da Faculdade de Medicina da UFMG, já percorreu, desde maio, cerca de 400 casas em Belo Horizonte e vai também, no próximo mês, a Sete Lagoas, na região Central.   Ao todo, serão feitas visitas a 5.225 residências, escolhidas aleatoriamente, em todas as regiões das três cidades, com o objetivo de levantar informações, por meio de entrevistas, sobre as várias formas de violência e seus fatores influenciadores. A ideia é que os dados extrapolem o ambiente acadêmico e sejam referência para a criação de políticas públicas específicas de combate à criminalidade.   “Conclamamos os moradores a participarem da pesquisa porque isso vai contribuir na produção do conhecimento que vai subsidiar políticas públicas municipais de prevenção da violência e promoção da cultura da paz”, explica a coordenadora do projeto, professora Elza Machado de Melo. Segundo ela, as informações obtidas vão nortear a adequação de medidas de combate à violência em cada município. “Projetos que não estão respaldados no conhecimento real do que acontece têm grande chance de ser ineficazes e fracassar”, completou Elza.   Segundo a pesquisadora Tânia Resende, coordenadora do projeto no município, são 105 entrevistadores trabalhando em Betim, entre agentes da prefeitura e alunos da Faculdade Pitágoras, parceira da pesquisa. As visitas devem ser concluídas em 30 dias.

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