PF monta operação em Brasília para prender líder barra brava

Corporação tentará localizar o argentino para deportá-lo. Ele deve acompanhar o jogo contra a Bélgica

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Bebote postou foto na internet vestido de 'suíço' e debochou da polícia
Reprodução
Bebote postou foto na internet vestido de 'suíço' e debochou da polícia

Depois de ter driblado a polícia e assistido a duas partidas da Argentina na Copa, um dos mais violentos líderes barras bravas, o argentino Pablo Álvarez, é esperado em Brasília para o jogo contra a Bélgica.

Conhecido como Bebote, ele é líder da torcida do Independiente e está na lista de torcedores com histórico de violência que devem ser barrados na entrada no Brasil. O torcedor se fantasiou de suíço para passar despercebido e ainda se vangloriou na internet, dizendo que o placar para ele contra a polícia está em 2 a 0.

"Estamos tentando localizá-lo para deportá-lo. A rede de apoio dele é grande e conta com argentinos e brasileiros", disse o delegado Luiz Eduardo Navajas, chefe do escritório da Interpol no Brasil e coordenador do centro de cooperação internacional montado pela Polícia Federal para o Mundial.

A PF já sabe que ele assistiu aos jogos com ingressos em nome de terceiros e entrou no Brasil de carro passando pelo Uruguai.

Em São Paulo, a polícia argentina chegou a vê-lo, mas o perdeu no meio da torcida.

A Polícia Federal procura no Brasil outros dez líderes barras bravas. Dois deles chegaram a ser barrados, mas conseguiram entrar por um caminho alternativo. Outro, que teve o nome incluído na lista posteriormente, se envolveu em uma briga fora do estádio no Rio de Janeiro.

Como não há mandado de prisão contra eles, a polícia pode apenas detê-los e dar prazo de 72 horas para que saiam do país.

Leia tudo sobre: BeboteBarra BravaCopa do MundoPFpolícia federalfutebolbrasíliaprisãoesquema