Felipão se irrita com pergunta sobre encontro com jornalistas

Treinador garante que muitos interpretaram mal a reunião e deixou claro que, em alguns momentos da Copa, poderia ser interessante contar com uma ou outra peça diferente

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Luiz Felipe Scolari, técnico da Seleção Brasileira de Futebol
Wander Roberto/VIPCOMM
Luiz Felipe Scolari, técnico da Seleção Brasileira de Futebol

 

Na disputada coletiva de imprensa, a última antes do jogo contra a Colômbia, o técnico Felipão lembrou da conversa que teve recentemente com alguns jornalistas.

O encontro aconteceu a convite de Felipão e contou com a presença de alguns profissionais que conhecem o treinador há mais tempo e c possuem a empatia do comandante.

No momento em que um dos jornalistas tentou fazer pergunta sobre a reunião, Felipão logo o interrompeu para esclarecer uma situação que parece ter sido mal interpretada.  O que parece ter incomodado foi quando o repórter falou sobre a dúvida que Felipão teria entre os 23 convocados.

“Vocês não sabem o que acontece e pensam coisas erradas sobre isso. Vocês precisam se informar melhor, inclusive com nosso assessor de imprensa. O que eu falei era que, em determinado momento da Copa, principalmente em estágios mais avançados, poderia ser interessante ter uma outra peça, pensando nas características do próximo adversário”, afirma. Mesmo tendo admitido a possibilidade, Felipão sabe que precisa confiar no elenco que possui, já que substituições não são possíveis a esta altura do campeonato. "Agora, precisamos morrer abraçados com os 23, se este for o caso. Se você perguntar para algum técnico se ele gostaria de mexer em uma peça de seu elenco, muitos gostariam da ideia", garante. 

O jornalista tentou continuar a pergunta, mas foi novamente interrompido. No final, ele não conseguiu formular seu questionamento ao treinador, que chegou a pedir desculpas pelo ocorrido.

Na conversa que teve, Felipão escolheu alguns membros da mídia brasileira, entre eles Juca Kfouri, comentarista da ESPN Brasil. “É um cara que não tem uma relação tão boa com a CBF, mas é meu amigo há 30 anos. Chamei quem eu gosto. Não ia chamar quem eu não gosto. Estão falando muito sobre isso. Ter ciúme de homem é bravo!”, esbravejou.