Moradores são aconselhados a sair de prédios no entorno da Pedro I

Moradores contaram que policiais militares disseram que há risco do resto do viaduto cair e comprometer a estrutura das edificações

iG Minas Gerais | Camila Bastos/ Natália OIiveira |

Dentre os feridos há uma criança e um operário da prefeitura que trabalhava no viaduto no momento da queda.
LEO FONTES / O TEMPO
Dentre os feridos há uma criança e um operário da prefeitura que trabalhava no viaduto no momento da queda.

Moradores de prédios próximos ao viaduto da Pedro I, que desabou na tarde desta quinta-feira (3) contaram que foram aconselhados a deixar suas casas,por causa do risco de comprometer as edificações. A construção ficam próximas ao viaduto e segundo os moradores seriam nove prédios com 16 andares. Os prédios não foram interditados oficialmente e segundo os moradores a Defesa Civil ainda não esteve no local para avaliar os riscos. Os moradores foram aconselhados a sair por policiais militares.

Segundo a auxiliar administrativa Flávia Ferreira, 40, moradora de um dos prédios, militares foram até os prédios e aconselharam que os moradores saíssem dos apartamentos. “Nós saímos com a roupa do corpo e por enquanto ainda não sabemos se vamos poder voltar a noite para casa e nem mesmo se vamos poder retirar nossas coisas”, contou Flávia.

A aposentada Ermelinda da Silva Lobo, de 63 anos, também é vizinha do viaduto e disse que no momento da queda caíram destroços no terreiro do prédio dela. Nesta quarta-feira (2), ela viu os operários da prefeitura tirando algumas toras metálicas que sustentam a estrutura da ponte.

Ainda de acordo com os moradores e funcionários da região, no momento da queda houve um barulho muito alto e operários chegaram a pular dentro de prédios. “Ouvimos um barulho muito alto e sentimos o tremor. Várias pessoas da região saíram para a rua, todo mundo achando que era um terremoto, e lá fora vimos que o viaduto tinha caído. Nessa hora, não havia nenhum policial então eu cheguei bem perto do local. Vi um dos funcionários da construção caído no chão, ensanguentado, ele tentava falar mas não conseguia, e começou a vomitar sangue. Não sei se ele está bem.”, contou a secretaria de uma imobiliária Cíntia Camargos, 25.

A reportagem de O TEMPO ainda não conseguiu falar com a Defesa Civil Municipal para saber mais informações sobre a situação dos prédios.


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