EUA registram a menor taxa de desemprego desde a crise de 2008

O relatório do governo americano, divulgado nesta quinta-feira (3), mostra que a taxa de desemprego caiu de 6,3% para 6,1%

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Os Estados Unidos registraram em junho sua menor taxa de desemprego desde setembro de 2008, primeiro ano da crise. O relatório do governo americano, divulgado nesta quinta-feira (3), também mostrou que a geração de vagas superou as expectativas de economistas para o mês.

Em junho, foram criados 288 mil novos postos de trabalho, contra 224 mil em maio. A projeção para junho era de apenas 215 mil. A taxa de desemprego caiu de 6,3% para 6,1%. A expectativa é que ela se mantivesse estável no mês.

O número de desempregados de longo prazo também caiu consideravelmente -cerca de 293 mil, para 3,1 milhões-, mostrando que esse grupo crítico tem tido sucesso ao voltar ao mercado.

Os bons resultados reforçam a tese de que a economia americana vem se recuperando nos últimos meses, após ter sido fortemente afetada por um rigoroso inverno no primeiro trimestre.

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, no entanto, deixou claro que não tem como base simplesmente os números do emprego para definir quando os juros começarão a subir: os salários também estão no radar. Segundo o relatório de junho, a remuneração média subiu 0,2% no último mês.

Juros

Em sua última reunião, em junho, o Fed repetiu que os juros permaneceriam perto de zero por um "horizonte relevante" após seu programa de estímulos terminar. Segundo o banco central, o desemprego ainda estava "elevado", apesar da melhora recente no mercado trabalho, e a inflação estava abaixo da meta de 2%.

Na ocasião, o Fed anunciou um novo corte no programa de compra mensal de ativos para US$ 35 bilhões ao mês, ante US$ 45 bilhões -dando continuidade aos planos de encerrar o programa de estímulos até o fim do ano.

O Fed praticamente zerou as taxas de juros overnight em dezembro de 2008, para lutar contra a crise financeira e a profunda recessão. O timing e ritmo da retomada das altas de juros é uma das decisões mais importantes enfrentadas pelo banco central em meio à recuperação da economia.

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