Com assédio até a roupeiros, segurança da Costa Rica é reforçada

Fãs aumentaram "tietagem" sobre estrelas dos Ticos e Exército chegou a pedir que delegação parasse de distribuir suas tradicionais lembranças aos torcedores

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Fernando Vergara/AP
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A segurança sobre a equipe da Costa Rica teve de ser reforçada após o sucesso da seleção na Copa. Até a distribuição de presentes que os jogadores faziam em frente ao hotel em Santos teve de ser encerrada.

Na quarta-feira (2), cerca de 200 pessoas se aglomeraram em frente ao hotel pra ver a saída do time, que visitou o Museu Pelé. Eles gritavam os nomes dos principais atletas e tiravam fotos do ônibus.

Antes da classificação para as quartas de final, o corredor pelo qual os jogadores passam para ir do hotel ao ônibus era feito por menos de vinte militares. Agora, mais de trinta se alinham. É usada ainda uma divisória com fitas (semelhantes às de aeroportos), para delimitar o espaço dos fãs.

A mudança alterou até a diplomacia que a seleção da Costa Rica fazia com os moradores de Santos. Antes da febre costa-riquenha, a comissão técnica distribuía chaveiros, pulseiras e cartões da seleção para as pessoas que aguardavam os jogadores em frente ao hotel. O Exército pediu para que a ação parasse, a fim de evitar confusão.

O esquema de segurança, contudo, ainda é menor do que o realizado no Rio para a Holanda, adversário da equipe neste sábado (5) pelas quartas de final da Copa. Não há grades separando os jogadores, os militares não usam roupas reforçadas e os fãs ainda conseguem encostar no ônibus.

A aglomeração em frente ao hotel é consequência do sucesso da Costa Rica e da eliminação do México, que dividia as atenções em Santos. Após a saída da equipe rival, sempre há cerca de cinquenta pessoas em frente ao Mendes Plaza Hotel, onde os costa-riquenhos estão hospedados. A tietagem tem como alvo qualquer pessoa com um uniforme da seleção. Até mesmo os roupeiros Randall Moya e Alberto Arias fazem "selfies" com os fãs.

SEGUNDA CASA

A Costa Rica demonstra estar gostando da tietagem. A seleção fez questão de retornar a Santos após vencer a Grécia nas oitavas de final, no Recife.

A Fifa sugeriu que o time ficasse em Salvador, onde enfrenta a Holanda, para reduzir os deslocamentos. Ainda assim, a federação decidiu voltar para o litoral paulista.

"Virou a nossa segunda casa. E depois de ficar muito tempo fora, sempre queremos voltar", disse Adrián Arguedas, presidente da comissão de seleções da Federação da Costa Rica.

A delegação viaja nesta quinta-feira (3) para Salvador onde jogam no sábado (5) contra o Holanda. Eliminados ou não, eles prometem voltar a Santos para se despedir da cidade.

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