Juntas, Copa e férias pressionam preços

iG Minas Gerais |

RIO DE JANEIRO. A combinação entre Copa do Mundo e férias escolares pressionou os preços de alguns serviços nas capitais brasileiras monitoradas pela Fundação Getulio Vargas, mas a forte deflação dos alimentos minimizou o efeito do período sobre a alta de preços. De acordo com dados do IPC-S, que acompanha sete das 12 cidades-sede do Mundial, itens como refeição fora de casa e hotel registraram aceleração em junho, na comparação com o mesmo período de maio, mas a média do índice desacelerou para 0,33%.

A refeição fora de casa foi o que mais subiu na leitura do último dia 30. A alta passou para 0,96%, contra 0,79% na semana anterior, encerrada no dia 22. Já a hospedagem subiu de 5,9% para 6,48%. No mesmo período, itens como tomate, batata-inglesa e tangerina registraram forte deflação.

“A Copa do Mundo não pode responder exclusivamente pelos aumentos percebidos nos preços de alguns serviços. As férias escolares, por exemplo, foram antecipadas e há uma demanda maior por serviços de alimentação e alojamento nessas ocasiões”, explica André Braz, professor da FGV. Para Mauro Rochlin, economista e professor do Ibmec-Rio, as altas são pontuais e não ameaçam a inflação de junho.

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