Sete em cada dez gastam mais do que esperavam

Pequenos gastos no calor das comemorações, somados, impactam no orçamento

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |


Marina Oliveira até planejou, mas está gastando mais com a Copa
Lincon Zarbietti / O Tempo
Marina Oliveira até planejou, mas está gastando mais com a Copa

Nas 12 cidades que estão sediando jogos da Copa do Mundo, os eventos estão impulsionando o consumo, avaliam o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Pesquisa realizada pelas duas entidades apurou que nas cidades-sede, 72% dos entrevistados – praticamente sete em cada dez pessoas – têm a intenção de assumir gastos extras durante o mundial, principalmente com alimentação e bebidas. Isso representa um contingente de mais de 14 milhões de consumidores dispostos a gastar mais durante este período, e isso considerando somente cidades que recebem jogos.

“Ainda não fiz as contas. Estou até com medo”, afirma a estudante de direito Marina Oliveira, 19. E olha que ela se planejou para a Copa. Entretanto, acabou gastando a mais. Marina conta que está saindo mais do que o normal, por causa dos jogos. “No geral, saio sexta e sábado, e algumas vezes no domingo. Agora, também saio durante a semana. Vejo jogos na casa de amigos, só que, na maioria das vezes, acabo indo para bares”, diz.

É nos bares, ou nos supermercados onde se compra para abastecer a audiência do jogo em casa, que estão os maiores gastos. Na lista dos itens mais citados na pesquisa quanto à intenção de compras, estão refrigerantes, salgadinhos e tira-gostos, churrasco e cervejas.

SPC e CNDL apuraram, também, que 58% dos entrevistados não se planejaram para os pequenos gastos do período. “Muitas vezes, no calor das comemorações, o consumidor não se preocupa com os pequenos gastos, que, acumulados, podem comprometer o orçamento”, afirma a economista chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

O professor de finanças da Universidade Fumec Alexandre Pires diz que a falta de planejamento para a Copa não é uma surpresa. “As pessoas não têm o costume de fazer um planejamento. E a situação se complicou com a Copa. Afinal, no começo muita gente estava desanimada, só que acabaram se entusiasmando. Algumas gastam mais por impulso”, diz.

Para ele, é importante planejar. “As pessoas acham que planejamento financeiro é economizar, não gastar, o que desestimula muita gente. Planejar é fazer escolhas inteligentes, saber gastar, ter equilíbrio”, observa. (Com agências)

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