Beneficiado, Dirceu começa a trabalhar hoje em escritório

Por R$ 2.100 ao mês, ex-ministro dará expediente das 9h às 18h

iG Minas Gerais |

Com que roupa eu vou? Ex-ministro conversa com uma mulher que levou um paletó ao presídio
ED FERREIRA
Com que roupa eu vou? Ex-ministro conversa com uma mulher que levou um paletó ao presídio

Brasília. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu começará a trabalhar hoje no escritório do advogado José Gerardo Grossi, em Brasília. Condenado por participação no esquema do mensalão, Dirceu cumpre desde novembro passado uma pena de 7 anos e 11 meses de prisão. Ontem, ele foi transferido do complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, para o Centro de Progressão Penitenciária (CPP), estabelecimento prisional onde ficam abrigados os presos autorizados pela Justiça a trabalhar fora da cadeia.

Também foram encaminhados ao CPP o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, que vai trabalhar na Central Única dos Trabalhadores (CUT), e o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, que dará expediente em um restaurante.

De acordo com Grossi, Dirceu trabalhará das 9h às 18h em atividades diversas no escritório. Receberá salário mensal de R$ 2.100 e não poderá advogar. No horário do almoço, poderá se deslocar, de transporte público ou particular, do local de trabalho até 100 metros para fazer as refeições.

O advogado esteve na Vara de Execuções Penais (VEP) se informando sobre as regras do trabalho externo. O preso deve executar apenas atividades internas na empresa e deve ficar sob a fiscalização direta do empregador ou de um responsável indicado. O empregador terá de informar ao juiz de Execuções Penais eventuais faltas do preso e afastamentos justificados ou não, inclusive para tratamento de saúde. Todos os meses, o empregador terá de encaminhar ao CPP cópia da folha de ponto ou outro comprovante de frequência.

Dirceu começará a trabalhar no escritório graças a uma decisão tomada na semana passada pelo plenário do STF. Na ocasião, os ministros derrubaram despacho do presidente, Joaquim Barbosa, que havia rejeitado o pedido de autorização para trabalho. Barbosa disse que o benefício somente poderia ser concedido após o cumprimento de pelo menos um sexto da pena, o que ainda não ocorreu. Além disso, o presidente do STF afirmou que a oferta de emprego no escritório parecia um “arranjo entre amigos”.

Substituto

Sem data. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse ontem que a escolha do substituto de Joaquim Barbosa no STF está nas mãos da presidente Dilma e ainda não há data para isso.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave