Campos prevê gastar R$ 150 mi

Pré-candidato do PSB deve encaminhar hoje o pedido de candidatura ao TSE pessoalmente

iG Minas Gerais |

Chapa. Campos desfilou ao lado da candidata do PSB ao governo da Bahia, senadora Lídice da Mata
Alexandre Severo / PSB - 02/07/2
Chapa. Campos desfilou ao lado da candidata do PSB ao governo da Bahia, senadora Lídice da Mata

Salvador. O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos prevê gastar até R$ 150 milhões na disputa pelo Palácio do Planalto. O valor é 32% superior ao teto estipulado quatro anos atrás pela campanha presidencial de Marina Silva, hoje sua vice – R$ 90 milhões na ocasião, ou R$ 114 milhões em valores atualizados.

Naquela disputa, Marina ficou em terceiro lugar, com quase 20 milhões de votos. Ao final da campanha, declarou ter gasto, efetivamente, R$ 24,9 milhões (R$ 31,4 milhões em valores atualizados).

Ex-aliado do PT, o pessebista irá registrar pessoalmente sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral nesta tarde. Assim como as outras candidaturas, o principal custo da campanha deve ficar com a produção da propaganda eleitoral na TV.

“Faremos um esforço para que a arrecadação chegue próximo disso (o teto estipulado), mas lamentavelmente é um valor muito alto, um custo absurdo, o que evidencia uma deformação da democracia”, disse Carlos Siqueira, coordenador da campanha de Campos.

Ontem, em Salvador, o socialista afirmou que seu partido não construiu alianças nos Estados em troca de cargos. “Onde não temos candidatura própria apoiamos pessoas que se comprometeram com o programa do PSB. Não fizemos nenhum apoio em troca de cargos, mas em torno de um programa”, disse.

Nas últimas semanas, o partido tomou decisões polêmicas ao anunciar apoio à reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo e ao senador Lindbergh Farias (PT), que disputa o governo do Rio. Antecipando o tom do discurso eleitoral, Campos fez questão de reiterar três propostas que devem se consolidar como marcas de sua campanha: educação em tempo integral, redução da criminalidade e reforma tributária.

Cortejo. Campos participou ontem do cortejo cívico da Independência da Bahia, que marca a vitória de soldados brasileiros sobre o exército português em 2 de julho de 1823. O candidato foi assediado por militantes do partido, com quem posou para fotos, mas reconhecido por poucos baianos. “Vi que ele é político, mas não sei quem é”, disse uma mulher que o cumprimentou.

O desconhecimento em sua “região de origem” tem ditado a agenda de Campos pelo Nordeste. “Desta vez, quando a população do Nordeste for escolher seu candidato, vai encontrar alguém que conhece a região, que sabe das desigualdades, que já governou aqui e que é bem-avaliado em seu Estado”, argumentou, afirmando que o Nordeste “deu a eleição” à presidente Dilma Rousseff. Ontem foi a sexta visita dele à Bahia desde que foi anunciado pré-candidato.

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