Poder e família

“Império”, novela de Aguinaldo Silva, vai tratar de disputa entre irmãos

iG Minas Gerais | RENATO LOMBARDI |

Alexandre Nero em cena de “Império”, gravada em Carrancas, em Minas Gerais
GLOBO/Alex Carvalho
Alexandre Nero em cena de “Império”, gravada em Carrancas, em Minas Gerais

Rio de Janeiro. Um novelão clássico. Essa é a definição que Aguinaldo Silva dá para “Império”, sua nova trama que estreia no dia 21, substituindo “Em Família”, no horário nobre da Globo. “Um novelão tem que ter histórias que se desenrolam, uma progressão coerente, que vai levar os personagens aos lugares que eles almejam”, explica o autor, garantindo que todos esses elementos poderão ser vistos no trabalho que marca o seu retorno à TV – a última novela escrita por ele foi “Fina Estampa”, de 2011.

A história de “Império” se desenvolve ao redor de Zé Alfredo (Chay Suede), um jovem pernambucano que se muda para o Rio de Janeiro para tentar a vida na cidade grande. Batalhador, ele consegue construir um verdadeiro império e se torna o Comendador José Alfredo de Medeiros (Alexandre Nero), que faz questão de guardar consigo toda a sua trajetória – de sua saída de Pernambuco, o amor proibido que viveu com a cunhada Eliane (Vanessa Giácomo) e a morte de Sebastião (Reginaldo Faria), que lhe abriu o caminho para trabalhar no garimpo, até se tornar um homem milionário, dono de uma grande rede de joalherias, a Império.

“Ele é um cara humilde, muito simples, se orgulha de toda a sua história, de onde ele veio, para onde ele vai. Ele continua sendo um cara do povo, apesar desse império que ele constrói.”, contou o protagonista Alexandre Nero.

Essa fortuna construída por Zé Alfredo ao longo dos anos será alvo de disputa dentro da própria família. Casado com a aristocrata Maria Marta Mendonça e Albuquerque (Lília Cabral), o casal tem uma vida de aparências – enquanto ela vive exilada em uma mansão em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, o Comendador mora no Rio, onde mantém uma vida amorosa paralela com a ninfeta Maria Ísis (Marina Ruy Barbosa).

Pai de três filhos, o empresário decide entregar a gestão dos negócios da família para a sua filha do meio, Maria Clara (Andreia Horta), contrariando Maria Marta, que vê no filho mais velho, José Pedro (Caio Blat), a figura perfeita para gerir a Império. Surge, então, um grande conflito na poderosa família.

“Eu sempre escrevo sobre família. Desta vez, eu quis escrever sobre uma família desunida, exatamente por causa do dinheiro. O patriarca criou um império à custa de diamantes, que nem sempre foram legalmente obtidos, mas hoje ele tem uma grande empresa internacional, com lojas no mundo inteiro. Ele tem três filhos, que sabem que um dia um deles vai ser o escolhido para ocupar o trono desse império. Isso provoca uma permanente tensão nessa família e uma desunião. Cada um vê o outro como um rival, um concorrente. A novela fala sobre paternidade e poder”, revela Aguinaldo Silva.

A heroína. A disputa pela fortuna do Comendador José Alfredo de Medeiros contará com um elemento surpresa. Isso porque o famoso empresário pode ter uma filha mais velha, fruto de seu rápido relacionamento com a cunhada Eliana. Cristina (Leandra Leal) entra na vida de Zé Alfredo logo após a morte da mãe. Cora (Drica Moraes), tia da jovem, é quem trará a história à tona.

“Cristina é uma mulher muito brasileira, contemporânea, que comanda a casa. Não é uma mocinha passiva, nem boba. Mas está lidando com problemas grandiosos”, conta Leandra Leal.

Humilde e batalhadora, Cristina nem pensa em procurar o homem que pode ser o seu verdadeiro pai. Mas o destino faz com que ela mude de ideia e em uma festa do poderoso empresário ela anuncia, diante da imprensa, que pode ser filha do Comendador José Alfredo de Medeiros.

A MEGERA. Invejosa e fofoqueira, Cora, ainda na juventude, impediu que a irmã Eliane, casada com o irmão de Zé Alfredo, fugisse com o seu grande amor e armou para que o romance dos dois não fosse adiante. Com a morte de Eliane, a megera dá um jeito de a sobrinha descobrir toda a história.

“Ela é uma megera do Aguinaldo Silva, isso já diz muita coisa. Há uma relação de dependência afetiva com a irmã que dá uma sensação de perigo, pois ela pode fazer qualquer coisa para ser, para ter tudo dessa irmã. Não sei qual é a doença dela, não estudei nada disso. Eu acho que ela tem o que todos nós temos, que é a luta pela sobrevivência, necessidade de poder, essas coisas muito comuns”, comenta Drica. “Se ela fosse um bicho acho que seria uma cobra”, afirma a atriz.

“O que se pode esperar é que seguramente não é uma novela que perde tempo. Simplesmente, a história nunca anda para os lados –, como eu costumo dizer, detesto fazer. Então, é uma novela que vai manter a atenção do telespectador sempre muito forte. Eu espero, pelo menos”, afirma Aguinaldo Silva.

O repórter viajou a convite da emissora

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