Câmara aprova projeto que acaba com jogos de portões fechados

Proposta do deputado Marcelo Matos ainda precisa ser analisado pelo Senado

iG Minas Gerais | Folha Press |

Arena da Baixada se prepara para receber três partidas da Copa do Mundo de 2014
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Arena da Baixada se prepara para receber três partidas da Copa do Mundo de 2014

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou nesta quarta-feira (2) um projeto de lei que permite aos torcedores de todas as modalidades esportivas, principalmente no futebol, a assistirem aos jogos de seus times em partidas que deveriam ser realizadas com portões fechados nos casos em que o clube mandante tenha sido punido por algum ato de violência ou racismo praticado por seus torcedores. O texto ainda precisa ser analisado pelo Senado. Para o deputado Marcelo Matos (PDT-RJ), autor da proposta que altera o Estatuto do Torcedor, não é justo que alguém seja privado de acompanhar o seu time por um ato cometido por outras pessoas.

Na justificativa do projeto, o deputado cita o caso do Corinthians, que foi punido pela Confederação Sul-Americana de Futebol com a determinação de realizar jogos com portões fechados quando for o mandante de campo. A pena foi imposta após a morte de Kevin Espada, em uma partida realizada na Bolívia. O jovem foi morto ao ser atingido por um sinalizador disparado pela torcida corintiana.

"Esta decisão, no entanto, causou muita polêmica. É que, a despeito da exigência que se impõe no sentido da reprimenda a ser aplicada ao clube, não podem os torcedores, nesta qualidade e na qualidade de consumidores, serem por ela atingida. Não parece justo que a penalidade aplicada ao Corinthians seja reflexamente sentida por torcedores do Clube que não contribuíram para o evento danoso", afirma o deputado na justificativa da proposta.

Para Matos, a condenação imposta ao Corinthians acaba por prejudicar torcedores de outros times também. De acordo com a proposta, os únicos banidos das partidas seriam apenas os indivíduos envolvidos nos atos de violência ou racismo. O deputado ressalta ainda que a regra proposta não enfraquece "o rigor necessário a ser empregado na repressão de condutos impróprias no âmbitos dos estádios de futebol".

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