Dilma fica em saia justa no Rio

iG Minas Gerais |

Aprendiz. Dilma encontrou com a bateria da escola de samba Grande Rio e pediu para tocar tambor
Roberto Stuckert Filho / PR
Aprendiz. Dilma encontrou com a bateria da escola de samba Grande Rio e pediu para tocar tambor

A cinco dias do início da campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff teve de administrar publicamente divergências em sua base, no Rio. Ela participou, ontem, de mais uma inauguração ao lado do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e ouviu parte da plateia gritar o nome do candidato petista na sucessão estadual, o senador Lindbergh Farias. Em discurso, Dilma ignorou os apelos e exaltou a parceria com o candidato peemedebista, sem mencionar Lindbergh. 7Rio de Janeiro.

Dilma chegou de helicóptero para participar da inauguração de um trecho de 71 quilômetros do Arco Metropolitano, que interliga as principais rodovias federais do Grande Rio. Ela foi recebida em clima de campanha por operários e ritmistas das escolas de samba Beija-Flor e Grande Rio. Cercada de passistas, a presidente tocou surdo e chocalho.

Na confusão de alianças que marca a eleição no Rio, Pezão tem três presidenciáveis em seu palanque (Dilma, Aécio Neves e o Pastor Everaldo). A presidente, por sua vez, tem quatro aliados na disputa pelo governo do Rio: Pezão, Lindbergh, o senador Marcelo Crivella (PRB) e o ex-governador Anthony Garotinho (PR).

A visita de dois dias da presidente ao Rio aconteceu uma semana depois de Pezão e Cabral terem acertado, na casa de Aécio, a entrada do DEM e do PSDB na coligação do PMDB.

Enquanto Dilma e Pezão descerravam a placa de inauguração, parte do público – formado principalmente por operários da Odebrecht, da OAS Engenharia, da Delta e da Queiroz Galvão – puxou um coro: “É Lindbergh!”.

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